Um ex-funcionário da loja de móveis e eletrodomésticos Koerich deve receber indenização de R$ 100 mil por danos morais, segundo decidiu a 2ª Vara do Trabalho de Florianópolis (SC). O trabalhador teria recebido apelidos como “Moranguinho” e “Tomate” do seu supervisor, sendo assediado diariamente.

O valor também inclui reparação pelo funcionário ter de transportar envelopes de dinheiro sem qualquer treinamento ou proteção, além de ele ter de cumprir metas exorbitantes. Uma testemunha afirmou que o chefe o repreendia com frequência por causa de sua aparência, de bochechas rosadas, dizendo que ele “usava maquiagem” e que era “homossexual”, sempre utilizando expressões grosseiras. 

A empresa ponderou que a prática de apelidos é comum entre profissionais do ramo, alegando que não teve participação ou aceitação nos episódios. O juiz Valter Tulio Amado Ribeiro, porém, observou que o empregador tem responsabilidade de monitorar o ambiente de trabalho e coibir esse tipo de perseguição, que pode levar à depressão ou mesmo ao suicídio. Na sentença, o magistrado ainda observou que o cálculo da indenização leva em conta o porte da empresa, tendo caráter pedagógico.

A defesa do empregado recorreu da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC), pleiteando pagamento de parcelas que não foram concedidas na sentença, como o pagamento de horas extras e o reembolso de descontos salariais.

O iG  tentou contato com a assessoria de imprensa da empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

10 principais assuntos de processos trabalhistas no TST


    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários