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Dos grupos que foram pesquisados, o que mais pressionou o orçamento doméstico foi habitação, seguido por alimentação

A maior taxa foi registrada em alimentação, mas a alta foi inferior à constatada em novembro, ao alcançar 1,55% ante 2,26%
Tânia Rego/Agência Brasil - 8.10.2014
A maior taxa foi registrada em alimentação, mas a alta foi inferior à constatada em novembro, ao alcançar 1,55% ante 2,26%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, encerrou 2015 com alta de 11,07% no acumulado desde janeiro. A taxa ultrapassou em mais que o dobro a variação de 2014 (5,2%). Dos sete grupos pesquisados, o que mais pressionou o orçamento doméstico foi habitação com 13,38%, seguido por alimentação (11,43%).

No último mês de 2015, os preços subiram com menos intensidade do que no mês anterior, com o IPC passando de 1,06% (novembro) para 0,82% (em dezembro). A maior taxa foi registrada em alimentação, mas a alta foi inferior à constatada em novembro, ao alcançar 1,55% ante 2,26%. Em habitação, a variação passou de 0,49% para 0,48%.

No grupo transporte também ocorreu redução no ritmo de aumento, com a taxa passando de 1,1% para 0,36%. O mesmo foi verificado em relação aos grupos saúde (de 0,63% para 0,35%) e educação (de 0,17% para 0,13%). Em despesas pessoais, o índice avançou de 0,82% para 1,31% e, em vestuário, os preços ficaram estáveis em 0,5%.

Preços de matérias-primas e bens e serviços sobem 10,7%

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou 2015 com uma taxa de 10,7%. O índice é superior aos 3,78% registrados em 2014, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A maior alta de preços foi observada no atacado, analisado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que encerrou 2015 com uma taxa de 11,31%. Em 2014, a inflação deste subíndice ficou em apenas 2,15%.

Já os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), tiveram alta de 10,53% em 2015, taxa superior aos 6,87% observados no ano anterior. O subíndice com menor taxa de inflação foi o Índice Nacional de Custo da Construção, com 7,48%, variação próxima à registrada em 2014 (6,95%).

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