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Segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a queda no período foi de 1%

Para as vendas em shoppings no ano, houve uma queda real de 2,8% de acordo com a associação
Shopping Iguatemi/Divulgação
Para as vendas em shoppings no ano, houve uma queda real de 2,8% de acordo com a associação

As vendas no período do Natal em shoppings brasileiros registraram queda de 1% em 2015 em relação a 2014. O resultado é parte de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Segundo a associação, esse é o pior resultado para o período desde o início da série histórica em 2005.

Para as vendas em shoppings no ano, houve uma queda real de 2,8%. O levantamento foi realizado junto a cerca de 150 empresas. De acordo com os dados, quase a metade dos brasileiros pretende desembolsar R$ 110 por presente. No ano passado, a intenção de gasto era maior que R$ 120.

Em termos de segmentos, a queda mais elevada nas vendas foi registrada nos móveis e artigos para o lar, sendo de 13,30%. Os eletrodomésticos, vestuário masculino e feminino e óculos, bijuteria e acessórios também caíram 9,8%, 5,8% e 3,3% respectivamente. Em contrapartida, as vendas no segmento de perfumaria e cosméticos tiveram alta de 3,7%, e o resultado no segmento de joias e relógios também foi positivo (3,2%).

De acordo com o  diretor de Relações Institucionais da entidade, Luis Augusto Ildefonso, o resultado se deve principalmente ao cenário econômico pelo o qual o Brasil está passando. “Isso consumidor uma incerteza muito grande. Sabemos que o brasileiro é um consumidor nato desde que o crédito esteja ao acesso dele, com o custo do crédito elevado muitos não puderam utilizar desse mecanismo”, explica. 

A Alshop cita ainda a alta do dólar, carga tributária elevada, fim de incentivos fiscais e insegurança em relação às medidas econômicas adotadas como motivos para o decréscimo nas vendas.

Para Ildefonso as liquidações de fim de ano são uma oportunidade para o consumidor que não conseguiu comprar no Natal conseguir realizar a compra em melhores condições do que teria se tivesse comprado antes da data. "Para que 2016 seja um pouco melhor, vai ser um malabrismo dos comerciantes no sentido de ter sempre ofertas bastante convidativas para colocar clintes dentro das lojas."

Apesar de quedas, comércio na internet aumenta

Apesar dos resultados, o levantamento identificou que o e-commerce apresentou um crescimento. Segundo os dados, o comércio online deve fechar 2015 com um faturamento de 41,2 bilhões, representando um crescimento nominal de 17% na comparação com 2014.

Luis Augusto Ildefonso diz que a base do crescimento do e-commerce ainda é pequena e que ainda existe muito espaço para que ele cresça no Brasil. "As gerações mais novas têm uma afinidade muito grande com o e-commerce, não que elas não frequentem lojas, fequentam também, mas possuem essa afinidade. O comércio eletrônico veio para ser mais um canal de compras do consumidor brasileiro, e não vai haver 'morte' no comércio varejista por causa disso", conclui.

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