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Na posse dos ministros da Fazenda e do Planejamento, Dilma Rousseff defendeu diálogo com Congresso e disse que se empenhará pessoalmente no sucesso da nova equipe

Dilma Rousseff dá posse ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa; ao fundo, o antecessor Joaquim Levy
Roberto Stuckert Filho/PR - 21.12.15
Dilma Rousseff dá posse ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa; ao fundo, o antecessor Joaquim Levy

A presidente Dilma Rousseff fez um discurso de apoio aos ministros que vão conduzir a partir de hoje a política econômica do governo, e creditou o sucesso deles nas novas tarefas ao que chamou de "vitória do povo brasileiro".

Ao empossar Nelson Barbosa como novo ministro da Fazenda, e Valdir Simão à frente da pasta do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dilma elogiou a "experiência e competência" de ambos, e disse haver "tarefas importantíssimas" na fase de arrumação das contas públicas. Ela afirmou, porém, que não haverá "guinadas" ou "mudanças bruscas".

Logo depois da posse, Joaquim Levy passa o distintivo do Ministério a Nelson Barbosa
Ministério da Fazenda/Twitter - 21.12.15
Logo depois da posse, Joaquim Levy passa o distintivo do Ministério a Nelson Barbosa

"Eles conhecem a administração pública e participaram da formulação da maioria dos programas prioritários que implementamos ao longo dos últimos anos. Estão prontos para ser a equipe do equilíbrio fiscal e retomada do crescimento. Tenho plena confiança na capacidade deles já demonstrada em funções relevantes do meu governo. Espero que se saiam bem nas tarefas urgentes, e sejam vitoriosos na construção das fases para um novo ciclo de crescimento sustentável do nosso país. Não lhes faltará apoio do governo e meu pessoal, pois o sucesso dessa equipe econômica será sem dúvida uma vitória do Brasil e do povo brasileiro", afirmou.

Em uma defesa das medidas que foram implementadas nos últimos meses, Dilma afirmou que "não faltou compromisso fiscal" do governo e prometeu que "não faltará". "Não faltou determinação do governo em busca da governabilidade", disse, em referência a propostas legislativas aprovadas no Congresso Nacional.

De acordo com a presidente, "cabe reconhecer" o papel desempenhado pelos parlamentares na aprovação de projetos como a regulariza o dinheiro enviado ao exterior de forma não declarada, de novas metas fiscais para este ano e da lei orçamentária de 2016. Ela ressaltou, no entanto, que ainda é necessário muito diálogo para que a Câmara e o Senado concordem com a recriação da CPMF e com a Desvinculação das Receitas da União, a DRU.

"Há tarefas importantíssimas na fase de arrumação das contas públicas. Há medidas imprescindíveis a aprovar, sem as quais o equilíbrio não será mantido e a retomada do crescimento será muito dificultada. Ainda falta muito a fazer", disse.

"Meu compromisso é conduzir o Brasil a uma vitória sobre a crise. Nossa estratégia é fazê-lo minimizando os custos sobre a população e recompondo a confiança dos investidores em nossa economia. Temos desafios diante de nós relevantes de médio e de longo prazo, tanto do lado receita e quanto despesa, que não nos furtaremos enfrentar", continuou.

Ao final do discurso, a presidente ainda deu orientações "imediatas" aos novos ministros, em busca de previsibilidade e estabilidade: "trabalhar com metas realistas e factíveis para construir credibilidade, atuar para estabilizar e reduzir consistentemente a dívida pública, e fazer o que for preciso para retomar o crescimento sem guinadas e sem mudanças bruscas".

Líderes dão apoio aos novos ministros
Ao todos, 12 líderes dos partidos políticos na Câmara dos Deputados assinaram uma manifestação de apoio e aos novos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão.

Diz a nota: "Os líderes reiteram a importância do comprometimento com o ajuste fiscal bem como das ações para recuperar e fomentar o desenvolvimento econômico e produtivo do País, tendo em vista a geração de emprego e renda, além do fortalecimento de nossas vocações econômicas regionais."

Os líderes que assinaram a nota:

José Guimarães (PT-CE)
Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
Rogério Rosso (PSD-DF)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Jovair Arantes (PTB-GO)
Afonso Motta (PDT-RS)
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) - representada por Rubens Pereira Junior
Givaldo Carimbão (PROS-AL)
Domingos Neto (PMB-CE)
Guilherme Campos (PSD-SP)
Ricardo Barros (PP-PR)
Marcelo Squassoni (PRB-SP)

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