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Substituto de Nelson Barbosa, que vai para a Fazenda, é auditor de carreira da Receita Federal e agora deixa a CGU

Valdir Simão deixa a CGU para assumir o Ministério do Planejamento
José Cruz/Agência Brasil - 10.12.15
Valdir Simão deixa a CGU para assumir o Ministério do Planejamento

O novo ministro do Planejamento, Valdir Moysés Simão, deixa o cargo de ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU). Ele ocupará a vaga de Nelson Barbosa, que a comandar o Ministério da Fazenda.

Simão é auditor de carreira da Receita Federal e exerce, desde o início de fevereiro de 2014, o cargo de secretário executivo da Casa Civil.

Antes, trabalhou como assessor da presidenta Dilma Rousseff, no cargo de coordenador do Gabinete Digital da Presidência da República. Também foi secretário de Fazenda do Distrito Federal e presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Entre 2011 e 2013, foi secretário executivo do Ministério do Turismo, onde acompanhou projetos destinados à transparência e aumento do controle de contratos e gastos.

Na chefia da CGU, será responsável pela defesa do patrimônio público, transparência e pelo combate à corrupção.

Joaquim Levy

Levy deixa o governo depois de um ano difícil na Fazenda, agora nas mãos de Barbosa (dir.)
Allan Sampaio/iG Brasília - 14.9.15
Levy deixa o governo depois de um ano difícil na Fazenda, agora nas mãos de Barbosa (dir.)

A troca no comando da equipe econômica foi anunciada no início desta noite pelo Palácio do Planalto, por meio de nota à imprensa, e ocorre após uma semana conturbada no Congresso Nacional, onde esteve em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Pluriananual (PPA) e o Orçamento de 2016.

Aprovada na quinta-feira (17) pelo Congresso Nacional, a LDO trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem deduções (R$ 24 bilhões). A mudança foi apresentada pelo relator da proposta, o deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), depois de negociações com o governo, com o objetivo impedir o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família.

Levy sempre defendeu que a meta fiscal ficasse em 0,7%, tendo, inclusive, feito um apelo aos líderes partidários, na última segunda-feira (14), para que trabalhassem pela aprovação de três medidas provisórias que aumentariam receitas, evitando, assim, o corte do Bolsa Família e de outros programas sociais, proposto anteriormente pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Na ocasião, Levy também reafirmou o compromisso do governo com a meta de esforço fiscal em 0,7% do PIB (PIB).

A demissão de Levy vem ao encontro da demanda de vários movimentos sociais, que criticavam a condução do ajuste em prejuízo a direitos dos trabalhadores. Por diversas vezes, especulou-se que o próprio Joaquim Levy pudesse pedir demissão, já que algumas de suas opiniões, no sentido de aumentar o rigor do ajuste fiscal, eram contestadas pela própria presidenta Dilma. Levy, que ocupou o cargo por menos de um ano, foi o responsável pela execução de medidas de ajuste fiscal do governo praticadas nos últimos meses, algumas das quais ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional.


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