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Martin Shkreli é acusado de ter usado ações da Retrophin Inc., firma fundada por ele, para pagar dívidas de outros negócios

O CEO de uma companhia americana de remédios, Martin Shkreli, que subiu os preços de drogas para Aids de U$ 13,50 para U$ 750, foi preso. Segundo informações do jornal "The Independent", as acusações são relativas à fraudes em uma companhia fundada por ele. 

Martin Shkreli aumentou os preços da droga que ajuda pacientes com Aids em 5.000%
Reprodução
Martin Shkreli aumentou os preços da droga que ajuda pacientes com Aids em 5.000%

Ele é acusado de usar ilegalmente ações da Retrophin INC., empresa de biotecnologia fundada por ele em 2011, para pagar dívidas de outros negócios. Shkreli foi expulso da empresa em 2014 e processado pelos outros sócios.

Um porta-voz da Retrophin disse não poder comentar a prisão até analisarem as acusações. "Os diretores da empresa tiraram Martin da posição de CEO há mais de um ano por preocupação quanto a sua conduta. Depois de sua partida, a companhia autorizou um investigação independente da conduta dele e está cooperando com as investigações do governo", disse.

Shkreli ganhou o apelido de "homem mais odiado da internet" após comprar os direitos do Daraprim, remédio usado para tratar o HIV. Ele aumentou o preço da droga em 5.000%, de U$ 13,50 para U$ 750, por pílula. Mais tarde afirmou que voltaria a reduzir o preço da droga, mas voltou atrás após Hillary Clinton afirmar que uma redução de 10% não era suficiente. 

Em um encontro de investidores em Nova York afirmou que provavelmente teria aumentado o preço ainda mais. " Meus investidores esperam que eu aumente os lucros". Shkreli está enfrentando um processo da Retrophin por mau uso dos fundos da companhia. 

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