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Dados são do Banco Central; inadimplência é “relativamente baixa” no DF quando comparada com estados como o Amapá

De acordo com o documento, o comprometimento de renda das famílias no DF chegou a 27,1% em 2012, caiu para 26,6%, em 2013, e para 26,3%, em 2014
Marcos Santos/USP Imagens
De acordo com o documento, o comprometimento de renda das famílias no DF chegou a 27,1% em 2012, caiu para 26,6%, em 2013, e para 26,3%, em 2014

Apesar de registrar os maiores níveis de comprometimento de renda com dívidas, o Distrito Federal (DF) foi uma das unidades da Federação com as menores taxas de inadimplência em 2014. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Banco Central (BC), consta do Relatório de Economia Bancária e Crédito referente a 2014.

De acordo com o documento, o comprometimento de renda das famílias no DF chegou a 27,1% em 2012, caiu para 26,6%, em 2013, e para 26,3%, em 2014. Segundo os dados, a inadimplência do DF (3% para pessoas físicas) é “relativamente baixa” quando comparada com estados como o Amapá, onde o comprometimento da renda ficou em 25,8%, em 2014, e a inadimplência em 4,6%.

“Tal comportamento pode, em parte, ser atribuído ao fato de o Distrito Federal ter a maior renda per capita do País (R$2.055), muito superior à de São Paulo (R$1.432), segunda maior renda do País, em contraposição ao Amapá (R$753)”, acrescentou o relatório.

Entre as unidades da Federação, o Mato Grosso é o que apresenta a menor taxa de inadimplência de pessoas físicas (2,5%). O comprometimento de renda do estado ficou em 23,5%. Em todo o País, a inadimplência das famílias atingiu 5,1%, em 2012, 4,1%, em 2013 e 3,7%, em 2014. O comprometimento de renda passou de 23,4%, em 2012, para 23,1%, em 2014.

O BC informou ainda que há alta concentração dos empréstimos em apenas três unidades da Federação, com participação superior a 50%. O estado de São Paulo apresenta a maior participação no total de empréstimos. Contudo, essa participação relativa diminuiu continuamente, passando de 35,4%, em 2011, para 32,9%, em 2014.

Em contrapartida, o Rio de Janeiro, segunda maior unidade em participação no total de empréstimos, apresentou trajetória oposta, aumentando a participação ao longo do período, de 14,3%, em 2011, para 16,7%, em 2014. A participação de Minas Gerais passou de 8,7% para 8,6%, no mesmo período. Juntos, os três estados reduziram levemente a participação de 58,4%, em 2011, para 58,3%, no ano passado.

No tópico especial sobre atuação de bancos estrangeiros no Brasil, o estudo do BC conclui que as taxas de juros cobradas pelos bancos estrangeiros para pessoas jurídicas (empresas) são, em média, inferiores às cobradas pelos bancos privados nacionais e públicos.

Conforme o relatório, os bancos estrangeiros parecem promover maior concorrência no mercado de crédito para pessoas jurídicas. Segundo o BC, os bancos estrangeiros buscam “nichos de mercados com menor assimetria informacional”.

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