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Variação é em relação ao mesmo período do ano passado; investimentos despencam 15% e indústria encolhe 6,7%

A economia brasileira encolheu 4,5% no 3º trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). A queda é a maior da desde o início da série histórica, em 1996. Na comparação com o 2º trimestre deste ano, o recuo foi de 1,7%, o terceiro consecutivo, o que configura recessão. No acumulado do ano, houve diminuição de 3,2%.

Indústria recuou 6,7% no 3º trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014
Arquivo/Agência Brasil
Indústria recuou 6,7% no 3º trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014




O maior tombo ocorreu na indústria, que recuou 6,7% no 3º trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014. Nesse setor, o desempenho foi prejudicado principalmente pela indústria de transformação, responsável pelos bens de consumo como automóveis e eletrodométicos. Esse segmento caiu 11,3%, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2009. Apenas a indústria extrativa mineral teve avanço, de 4,2%.

Entre os serviços, o setor mais prejudicado foi o comércio, que teve queda de 9,9%, algo inédito desde 1996. A agropecuária, que vinha resistindo com resultados positivos em meio à desaceleração geral, também caiu. Segundo o IBGE, o setor foi prejudicado  pela diminuição nas safras de café, cana, laranja, algodão e trigo deste ano.


Motor esfria

O resultado ruim da indústria de transformação e do comércio reflete a queda no consumo das famílias. Principal motor da economia brasileira, esse indicador teve um recuo de 4,5% no 3º trimestre de 2015, terceiro e pior recuo do ano.  Os desempenhos estão em linha com o aumento do desemprego, que atingiu 8,9% no 3º trimestre deste ano ante os 6,8% do mesmo período do ano anterior;  e das taxas de juros. A Selic, que serve de referência para a economia, está em 14,25%, ante 11,25% de 1º de dezembro de 2014.

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O pior resultado, entretanto, coube aos investimentos. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador dessa dimensão da economia, recuou 15% no 3º trimestre de 2015 na comparação com 2014, quase o dobro da queda observada no mesmo período do ano passado, e também o pior resultado da série histórica.

O consumo do governo também piorou. A queda foi de 0,4% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período do ano anterior, ante os 0,3% do 2º trimestre.



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