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Venda de 5% das operações para United Airlines e de 23,7% para o grupo chinês HNA somam mais de R$ 2 bilhões

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a exemplo de todas as empresas que tentaram nos últimos dois anos, não fez o tão desejado IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). No entanto, a empresa comandada pelo empresário americano-brasileiro David Neeleman captou, em alguns meses, um montante superior a R$ 2 bilhões.

David Neeleman durante o anúncio da venda de 5% da Azul para a United, em junho deste ano
Luis Philipe Souza/iG
David Neeleman durante o anúncio da venda de 5% da Azul para a United, em junho deste ano

A verba veio da venda de 5% das operações para a United Airlines, em junho, e da passagem de 23,7% da companhia para o chinês HNA Group, anunciada nesta terça-feira (24). A parceria com os norte-americanos rendeu algo próximo a R$ 400 milhões e a mais recente negociação acrescentou cerca de R$ 1,7 bilhão aos cofres da empresa brasileira.

Somados, os valores chegam próximos a um terço do valor de mercado da Azul, avaliada em R$ 7 bilhões – atualmente a companhia aérea nacional mais preciosa.

Além dos acordos com a United e a HNA, a Azul comprou a Tap em junho deste ano e em maio realizou um acordo de leasing no valor de US$ 200 milhões com o Banco Industrial e Comercial da China (IBCC), dinheiro usado para financiamento de aviões da Embraer.

Na aquisição da TAP,  feita por Neeleman em conjunto com o empresário português Humberto Pedrosa, no consórcio Gateway, o americano-brasileiro não descartou uma entrada da Azul no capital da TAP.

A maior do segmento no País vem desde 2013 tentando fazer IPO, com o intuito de levantar mais de R$ 1 bilhão. A operação no entanto foi adiada diversas vezes pelo mal momento do mercado brasileiro.


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