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Estudo mostra prejuízo crescente no País no último ano; percentual é bastante superior ao de outros mercados

As perdas nas atividades de comercialização de bens associadas a roubos, furtos e problemas operacionais é de 2,89% do faturamento líquido das empresas varejistas brasileiras. O percentual corresponde, em valores absolutos, a cerca de menos R$ 3,79 bilhões em caixa nos operadores do setor em 2014. 

Número de perdas do varejo é alavancado de maneira substancial pelo pequeno varejista
Renato S. Cerqueira/Futura Press - 8.8.15
Número de perdas do varejo é alavancado de maneira substancial pelo pequeno varejista

Esta é a principal conclusão do trabalho realizado pela parceria entre Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Programa de Administração de Varejo (Provar) e Academia do Varejo, que analisou pouco mais de 3000 lojas, entre supermercados, farmácias, lojas de material de construção, farmácias e pequenos varejistas.

Em relação a 2013, o índice de perda aumentou, passando de 2,31% para 2,89% em 2014. Dois fatores são atribuídos para explicar esse resultado: o primeiro se deve a um melhor dimensionamento das perdas por parte das empresas varejistas e o segundo está relacionado ao aumento das vendas não acompanhado de medidas preventivas adequadas.

O presidente do Ibevar, Prof. Claudio Felisoni de Angelo, explicou que o percentual é alavancado substancialmente pelo pequeno varejo, que tem perdas superiores a 4%. No entanto, ele pensa que o número ruim pode ser positivo para o varejo nacional. “A pesquisa tem um aspecto pedagógico,  que chama a atenção das pessoas para as perdas, para saberem o que, de fato, acontece e contribuir para melhorar a gestão", afirma, lembrando que o Comitê de Perdas do instituto tem o papel de trocar informações sobre processos e tecnologia para evoluir o setor.

Escala global

Comparado a outros mercados, as perdas no varejo brasileiro são substancialmente maiores. Como exemplos podem ser citadas as perdas na América do Norte (1,49%), na Europa (1,27%) e nos outros países da América Latina (1,60%).

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