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Em cúpula do G20 na Turquia, Dilma reforça o papel de Levy com estabilidade do País e defende aprovação da CPMF

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 16, na Turquia, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy é um “grande servidor público” e tem um compromisso com a estabilidade do País. Ela condenou as especulações em torno de uma eventual saída de Levy da pasta.

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy,  tem compromisso com estabilidade do País, segundo Dilma
José Cruz/Agência Brasil - 22.10.15
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem compromisso com estabilidade do País, segundo Dilma

“Acho extremamente nocivo e negativo para o País as especulações que, vira e mexe, são feitas quanto ao ministro Joaquim Levy. Que me obrigam, também de forma sistemática, a vir a público e reforçar que o ministro Joaquim Levy fica onde está”, enfatizou.

Dilma disse que essa postura não contribui para o País. “Não tenho que concordar com tudo que pessoas das quais eu gosto imensamente pensam. Até porque somos todos adultos e cada um de nós pode ter a sua forma de encarar a realidade diferentemente. Mesmo considerando que, no geral, a gente concorda”.

A presidenta avaliou que a situação política do País está se normalizando e disse que o governo acredita ter maioria suficiente no Congresso para aprovar as medidas econômicas importantes para a retomada do crescimento.

CPMF
Ainda falando sobre economia, Dilma aproveitou para rebater acusações de que o governo tenha feito uma política excessiva de desoneração fiscal e de subsídio aos juros, que teria levado ao atual desequilíbrio orçamentário.

Lembrou anda que seu governo tem um retrospecto importante de redução de impostos. “Nos últimos anos fomos o governo que mais diminuiu imposto. Não é uma questão de opinião, é de números”.

Agora, o governo faz um grande esforço de reequilíbrio fiscal que vai exigir, além de todas as medidas de redução de despesa já feitas, “a consciência e a responsabilidade” de aprovar a CPMF.

“Isto nós vamos ter de discutir com a opinião pública. Vamos ter de discutir com os senhores parlamentares, vamos ter de discutir com os prefeitos, vereadores, governadores, enfim, com toda a sociedade brasileira. Porque é uma questão fundamental para o Brasil se ancorar, se estabilizar e ter condições de acelerar o processo de saída da crise. O Brasil vai ter, nesse momento, de enfrentar este fato: é fundamental que se aprove a CPMF”.

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