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Nos próximos anos, Pequim espera dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita dos níveis de 2010

China tem sofrido com desaceleração da atividade econômica e bolha no mercado financeiro
Mark Schiefelbein/AP - 25.8.15
China tem sofrido com desaceleração da atividade econômica e bolha no mercado financeiro

O crescimento anual da China não será inferior a 6,5% nos próximos cinco anos, declarou nesta terça-feira (3) o presidente Xi Jinping, afastando especulações sobre a desaceleração da economia do gigante asiático.

De acordo com o mandatário chinês, este ritmo de crescimento é necessário para se atingir as metas estabelecidas pela cúpula do país. A declaração de Xi veio após o Partido Comunista da China ter dado o aval para o plano econômico para 2016-2020.

Nos próximos anos, Pequim espera dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita dos níveis de 2010. O Partido Comunista prometeu que, com esse nível, os chineses terão um "crescimento econômico moderadamente alto" e serão autorizados a gerarem "até dois filhos", acabando com a política de filho único, a qual vigorava há décadas.

De acordo com a agência de notícias local Xinhua, a China pretende acelerar a abertura de vários setores de domínio estatal, como elétrico, petrolífero e de telecomunicações, além de tentar fortalecer o yuan para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) inclua a moeda em sua cesta de reservas, a SDR.

Um dos objetivos da China para os próximos anos também é reduzir a desigualdade social e intensificar as reformas para que mais moradores de zonas rurais tenham acesso às oportunidades nas cidades. Nos últimos meses, analistas e investidores começaram a temer que a China não alcançasse sua meta de crescimento de 7%, gerando especulações no mercado financeiro e instabilidades.

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