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Mato Grosso e Roraima continuam paralisação que completou 21 dias nesta segunda-feira; veja onde a situação está resolvida

Agência Brasil

Os bancários da maior parte do País encerraram na segunda-feira (26) a greve da categoria, que durou 21 dias. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ramo Financeiro (Confraf), 60% das agências estavam paradas desde o dia 6 de outubro. Os trabalhadores dos estados de Mato Grosso e de Roraima decidiram continuar em greve.

Greve dos bancários começou no dia 13 após negociação durante todo o mês de setembro
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Greve dos bancários começou no dia 13 após negociação durante todo o mês de setembro

A maior parte dos bancários, em assembleias na noite de ontem, aceitou o acordo proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 10% sobre os salários, índice que também será incluído na participação nos lucros e resultados (PLR) e no piso da categoria. Com o reajuste de 10 % sobre a PLR, os bancários garantiram que a parcela adicional será de 2,2% do valor do lucro líquido, distribuído linearmente. Também foi proposto um reajuste de 14% para os vales-refeição e alimentação.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, com esse índice, em 12 anos, será possível acumular 20,83% de ganho real (descontada a inflação) nos salários e 42,3% nos pisos. Para ela, esta paralisação “foi uma das mais fortes dos últimos anos e a conquista foi consequência da nossa luta e mobilização”.

Os bancos aceitaram abonar parte das horas não cumpridas durante a greve e os funcionários vão trabalhar uma hora a mais até o dia 15 de dezembro.

São Paulo e região

Em São Paulo, os bancários da capital, de Osasco e de 15 municípios da região voltam ao trabalho nesta terça-feira (27). Na assembleia, na tarde de ontem, os trabalhadores decidiram aceitar a proposta Fenaban. A greve também foi encerrada em 78 cidades de vários Estados, entre as quais, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba.

A oferta patronal foi apresentada na sexta-feira (23), em rodada de negociações em São Paulo. No caso da correção dos vencimentos, houve uma pequena elevação sobre a última proposta, definida em 8,75%, mas que foi rejeitada pelos trabalhadores. Antes de entrar em greve, durante todo o mês de setembro, a Fenaban e representantes da Contraf participaram de negociações coletivas, mas não chegaram a acordo, o que resultou no início da greve em 6 de outubro.

Alguns sindicatos promovem assembleias hoje (27) para decidir sobre o retorno às atividades.

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