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Impulsionado por parceria com a Apex, ABF espera que franquias brasileiras tenham maior penetração no mercado

Unidade de restaurante da rede Giraffas em Miami, nos EUA: crise eleva franquias no exterior
Divulgação
Unidade de restaurante da rede Giraffas em Miami, nos EUA: crise eleva franquias no exterior

O franchising brasileiro pretende encerrar o próximo ano com 180 marcas franqueadoras nacionais operando em todo o mundo. O número atual no mercado estrangeiro mais explorado, os Estados Unidos, é de 31 marcas. No entanto, o cenário desanimador da economia do Brasil vem aumentando a procura pela diversificação dos sítios de atuação das franquias.

O fator que vai ajudar a impulsionar a solidificação das marcas brasileiras no mercado norte-americano é a renovação – para o biênio 2015-2017 – da parceria da ABF com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A ideia é levar até março, de maneira planejada e com baixo custo, um grupo de 10 a 15 marcas para o escritório da Apex na Flórida a fim de estudar possibilidades de início de operação.

"As empresas vão ter um espaço compartilhado, onde vão poder trocar ideias e ratear custos com consultorias e advogados, por exemplo, para estudarem o mercado e se inserirem nele", explicou o diretor internacional da ABF, André Friedheim. "O custo para utilizar o espaço será de US$ 400 a US$ 500 dólares mensais."

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Atualmente já são feitas feiras e visitas com o objetivo de prospectar novos franqueados para as marcas brasileiras, mas o projeto de fixação nunca foi aplicado em larga escala. A ideia é que o grupo, que será selecionado principalmente pela qualidade do plano de negócios apresentado, fique na instalação por até um ano. Depois disso, uma nova leva de franquias assumirá os postos.

"Nós [ABF] entendemos que o franchising precisa viver muito mais o mercado [estrangeiro], precisa se instalar", disse o diretor. Ele salientou que o convênio com a Apex e as ações desencadeadas dessa parceria já levaram os conceitos de 106 marcas nacionais (dado de dezembro de 2014) a mais de 50 países.

O franchising brasileiro tem forte presença também em países da América Latina, mas o foco nos EUA se deve ao fato de ser o mercado mais importante do setor – um espelho para o modelo implementado no Brasil – e ainda por estar lá o maior poder consumidor do planeta. "É o mercado mais importante, todos querem estar lá", concluiu.

Fluxo inverso
A vinda de franquias estrangeiras para o Brasil também foi abordada por Friedheim. Segundo o diretor, a entrada das marcas de fora no mercado brasileiro de franchising deve continuar na média anual de 20 a 30, com a possibilidade de cair levemente.

Apesar disso, ele espera que a desvalorização do real frente ao dólar equilibre essa balança: "Temos um clima de desconfiança sim [crise política e reflexos na economia], mas aqueles que veem de fora também enxergam o Brasil como uma oportunidade mais barata".

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