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Pesquisa foi feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que 30% das mães que participaram acreditam que seus filhos já foram alvos de discriminações por não terem os mesmos produtos dos colegas. O dado evidencia a importância da educação financeira para os filhos, já que o orçamento mais ajustado acaba por afetar também as crianças e seus hábitos de consumo.

Estudo também apontou que origem de discriminação pode estar na família e na convivência
Futura Press
Estudo também apontou que origem de discriminação pode estar na família e na convivência

 A situação não é exclusiva a alguns segmentos da população, conforme revelou a pesquisa. “É um aspecto que transita em todas as classes sociais e faixas etárias”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. “Não importa a idade da criança ou adolescente, e nem se ele pertence à classe A ou C, no colégio sempre existe alguma modinha de produtos específicos, e o aluno que não tiver pode vir a ser discriminado”, coloca ela. Marcela acredita que cabe aos pais mostrar que a discriminação é errada, e que a situação financeira não determina caráter e personalidade das pessoas. Para ela, também é importante que os pais notifiquem a escola, para que isso possa ser combatido naquele espaço.

O estudo da SPC Brasil também chamou atenção para outro dado alarmante. A origem de tal discriminação pode estar na família e na convivência em casa. 23% das mães entrevistadas afirmaram que se sentem incomodadas ao verem seus filhos usando produtos de qualidade inferior aos dos colegas. O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, atenta para alguns aspectos importantes. Além de ser importante que as mães não incentivem esse clima de disputa, ele aponta que a família jamais deve gastar além do orçamento para agradar aos filhos. "Isso deve ser conversado com os filhos, os diretores da escola e com os pais dos amigos nas reuniões do colégio.”, coloca o educador financeiro.


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