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Pesquisa da ComparaOnline mostra alta mesmo com dólar caro e orçamento mais conservador do viajante brasileiro

A alta do dólar e o orçamento mais apertado do brasileiro nas viagens internacionais não vêm impactando negativamente o mercado de venda de seguros viagem. De acordo com o levantamento realizado pela corretora ComparaOnline www.comparaonline.com.br, a comercialização das apólices foi 55% superior na comparação de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período do ano passado.

Recentes novas exigências de países europeus ajudaram a alavancar as vendas de apólices
BBC
Recentes novas exigências de países europeus ajudaram a alavancar as vendas de apólices

Um dos motivos, segundo o CMO da corretora, Gutemberg Fragoso, é a mudança de pensamento e de cultura de viagem dos passageiros, que estão cada vez mais conscientes da importância de viajar para o exterior protegido e com tranquilidade. "É um pouco a mudança do comportamento e também a maior opção de venda casada da passagem e do seguro que sites e companhias aéreas agora oferecem", explica.

A pesquisa de preço foi outro fator que para Fragoso fez crescer as vendas de apólices, já que o ComparaOnline registrou um aumento de 62% dos números de viajantes fazendo cotações online. "Identificamos que as pessoas, sobretudo neste momento de crise, olham a internet como forma de economizar", afirma.

Além dessas questões, há também um aumento natural pelo fato de alguns países terem, recentemente, implantado a obrigatoriedade do seguro viagem para a entrada de turistas. Os últimos foram Espanha, Alemanha e Inglaterra.

Em média, um seguro viagem representa 5% do custo total da viagem quando se leva em conta uma viagem para Estados Unidos ou Europa no valor de US$ 5 mil. Fato que não deixa de fazer da pesquisa fundamental para que o passageiro não seja surpreendido com uma proposta de última hora, já no aeroporto – que talvez não seja lá a de melhor custo-benefício. "Pela internet ele viajante pode comparar vários preços e ofertas antes de fechar, pois o preço pode variar muito", diz Fragoso.

Ainda sobre o preço, ele vem sim acompanhando a valorização cambial da moeda norte-americana, mas isso não tem sido motivo para reflexos negativos nas vendas. "As pessoas não tem assimilado isso como uma alta, pois já vem codificado no preço. Por outro lado, as coberturas são pagas na moeda local. Então não tem a necessidade de acompanhar a variação, as empresas têm mecanismos para se proteger disso".

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