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Bonecos infláveis são a mais nova estratégia dos opositores do governo federal, que já fizeram bonecos de Dilma e Lula

Manifestação contra a alta da taxa de juros, realizada por entidades sindicais, ocorre antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a Selic
Jaélcio Santana/Força Sindical - 20.10.2015
Manifestação contra a alta da taxa de juros, realizada por entidades sindicais, ocorre antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a Selic

Em mais um protesto contra o ajuste fiscal e o aumento dos juros promovidos pelo governo federal e pelo Banco Central, entidades sindicais levaram um dragão inflável de 12 metros de altura até a avenida Paulista, nesta sexta-feira (20), para chamar a atenção para o descontrole da inflação no País.

Os bonecos infláveis gigantes  ganharam visibilidade neste ano ao serem utilizados como estratégia de protesto dos opositores do governo de Dilma Rousseff. Depois do "Pixuleco" – boneco do ex-presidente Lula vestido de presidiário criado pelo movimento Viva Brasil, de Maceió (AL) –, foi criado o "Pinóquia", com a imagem de Dilma. Agora chegou a vez do dragão, que no Brasil simboliza a inflação.

O protesto ocorre em frente ao prédio do Banco Central, em São Paulo, e é realizado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Confederação das Mulheres do Brasil (FMP), Sindicato dos Comerciários, Força Sindical, Sindicato dos Padeiros e Umes.

A manifestação ocorre no dia em que começa a penúltima reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, será informada na quarta-feira (21), à noite, quando se encerra a reunião do comitê.

Bonecos infláveis viram febre no Brasil:

A expectativa de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central é a manutenção da Selic no atual patamar, 14,25% ao ano. A Selic passou por um ciclo de sete altas seguidas e retomou o nível de outubro de 2006. Na reunião de setembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.


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