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2ª maior economia mundial vive recuo do consumo interno e outras dificuldades, o que influencia no mercado global

Desaceleração econômica, crise de crédito e grande volatilidade na Bolsa de Xangai levaram o principal mercado financeiro da China a uma desvalorização de 35% desde junho
Mark Schiefelbein/AP - 25.8.15
Desaceleração econômica, crise de crédito e grande volatilidade na Bolsa de Xangai levaram o principal mercado financeiro da China a uma desvalorização de 35% desde junho

A economia chinesa registrou, no terceiro trimestre deste ano, o mais baixo crescimento desde o pico da crise financeira internacional (6,9%). A média deste trimestre coincide, contudo, com a meta preconizada pelo governo chinês para o conjunto do ano, "cerca de 7%", o valor mais baixo dos últimos 25 anos.

Entre junho e setembro, o Produto Interno Bruto chinês aumentou para 48,78 bilhões de yuan (€ 6,75 bilhões de euros, R$ 29,46 bilhões), anunciou nesta segunda-feira (19) o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. A queda é 0,1%, em relação à taxa registrada no trimestre anterior.

Segunda maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos, a China tem sido o motor da recuperação global desde a crise financeira de 2008. A desaceleração econômica do país coincide com um período de grande volatilidade na Bolsa de Xangai, o principal mercado financeiro da China, que desde meados de junho registrou desvalorização de 35%.

Nos primeiros nove meses do ano, as importações chinesas caíram 15,1%, para 7,63 mil milhões de yuan, enquanto as exportações baixaram 1,8%, para 10,24 mil milhões de yuan.

Em agosto, a moeda chinesa desvalorizou sucessivamente 1,9%, 1,6% e 1,1% em relação ao dólar norte-americano, na maior queda do gênero desde 1994.

A China passa por uma transição no modelo de crescimento, com maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimentos, que asseguraram três décadas de forte, mas "insustentável", crescimento econômico.

Desde o início do século 21, até 2011, a economia chinesa cresceu sempre acima de 8% ao ano. Em 2007, chegou a 13%.

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