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Seis das oito variáveis integrantes do Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) contribuíram para a queda

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil, que agrega componentes econômicos para medir a atividade econômica do país, caiu 1,4% em setembro, para 86,2 pontos. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pela instituição The Conference Board (TCB).

Setor industrial foi um dos principais responsáveis pela queda da atividade em setembro
BOSCH / DIVULGAÇÃO
Setor industrial foi um dos principais responsáveis pela queda da atividade em setembro

Segundo o levantamento, seis das oito variáveis integrantes do indicador contribuíram negativamente para o resultado em setembro: os índices de Expectativas do Consumidor, da Indústria, do Setor de Serviços, a Taxa Referencial de Swaps, o Índice de Produção Física de Bens de Consumo Duráveis, e o Ibovespa.

“A queda do Iace continuou forte em setembro, sugerindo ser improvável um arrefecimento do quadro recessivo atual no futuro próximo. Com a tendência declinante do consumo doméstico, o momento ainda desfavorável para a demanda externa e a persistência de incertezas acerca do ajuste fiscal, a recuperação da economia brasileira continua enfrentando obstáculos consideráveis”, disse o economista da FGV Paulo Picchetti.

Em contrapartida, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil - também elaborado pelo Ibre/FGV e TCB - que mede as condições econômicas atuais, mostrou pequena melhora: avançou 0,2% em agosto, registrando 101,7 pontos. Em agosto, houve recuo de 0,7% e, em julho, de 0,3%.

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