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Dados apontam que o nível de ocupação na indústria brasileira recuou em todos os meses do ano e já acumula perda de 5,6%

Setor de veículos registram as piores quedas no nível do emprego industrial no ano
Divulgação
Setor de veículos registram as piores quedas no nível do emprego industrial no ano

O nível do emrprego na indústria brasileira caiu 0,8% agosto na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o oitavo resultado negativo consecutivo, na série livre de influências sazonais, o que resulta no acumulando do ano perda de 5,6%. 

No acumulado dos 12 meses, o recuo é de 5,1%, em uma trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).

A média móvel trimestral (relativa ao resultado do meses de junho, julho e agosto) apontou variação negativa de 0,8%, no trimestre encerrado em agosto frente ao período igual no mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013.

Na comparação com agosto de 2015, o emprego industrial mostrou queda de 6,9%, quadragésimo sétimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso da série histórica.

Todos os setores da indústria tiveram números negativos

Segundo o levantamento, houve redução nos 18 ramos industriais pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-12,4%), máquinas e equipamentos (-10,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,4%), alimentos e bebidas (-3,3%), produtos de metal (-10,3%), outros produtos da indústria de transformação (-10,7%), borracha e plástico (-7,4%), vestuário (-5,7%), minerais não-metálicos (-6,2%), produtos têxteis (-7,4%), metalurgia básica (-7,8%), calçados e couro (-5,9%), papel e gráfica (-4%), madeira (-6,6%) e indústrias extrativas (-4,7%).

No acumulado do ano, o emprego industrial mostrou queda de 5,6%, também com índice negativos em todos os setores, com maior relevância de meios de transporte (-10,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,1%), produtos de metal (-10,5%).

Horas trabalhadas e remuneração também caem

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 0,9% frente ao mês imediatamente anterior, sexta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 5,5%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou redução de 0,9%, no trimestre encerrado em agosto, frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.

Na comparação com agosto de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 7,5%, na 27ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica. O índice acumulado de janeiro a agosto de 2015 mostrou recuo de 6,2%, intensificando o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-5,8%), ambas comparações com os mesmos períodos do ano anterior. O índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -5,5% em julho para -5,8% em agosto, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).

O nível do salário também tem-se reduzido fortemente. O valor da folha de pagamento real (desconta a inflação) recuou 8,4% no índice mensal de agosto, décima quinta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde maio último (-9,8%). No índice acumulado para os oito meses de 2015, o valor da folha de pagamento real da indústria assinalou redução de 6,5%, ritmo de queda mais elevado do que o observado no primeiro semestre do ano (-6,2%), ambas as comparações com iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 5,6% em agosto de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).


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