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Ministério Público investiga fraude nos veículos da montadora no país; empresa já anunciou que mais de 600 mil veículos na Itália tem motores que alteraram dados sobre emissões

A polícia fiscal italiana, a Guardia di Finanza, fez hoje (15) buscas na sede do grupo Volkswagen, em Verona, e na subsidiária Lamborghini, em Bolonha, relacionadas ao escândalo de emissões fraudulentas de gases poluentes em veículos a diesel.

O escândalo, que foi revelado em 18 de setembro por autoridades norte-americanas, levou à demissão do presidente executivo do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn
AP
O escândalo, que foi revelado em 18 de setembro por autoridades norte-americanas, levou à demissão do presidente executivo do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn

O Ministério Público italiano iniciou uma investigação sobre o caso de emissões em veículos na Itália, diante da suspeita de fraude comercial, informou a agência de notícias EFE.

No centro da investigação estão algumas pessoas que compõem a direção da marca na Itália. As buscas são por documentos relacionados ao caso de motores a diesel, equipados com um kit fraudulento em alguns veículos do grupo Volkswagen.

A Volkswagen italiana é uma subsidiária da gigante alemã de automóveis e importa, além de modelos próprios; veículos Audi, Seat e Skoda. O grupo anunciou que na Itália existem 648.458 veículos com motores que alteraram os dados sobre as emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com um comunicado do grupo na Itália, são 361.432 carros da Volkswagen afetados, sendo que 197.421 são Audi, 35.348 Seat, 38.966 Skoda e 15.291 de outros veículos comerciais.

No dia 18 de setembro, as autoridades norte-americanas revelaram que milhares de carros a diesel do grupo alemão tinham no motor um software que manipulava os dados de emissões poluentes, uma informação que foi confirmada pelo grupo Volkswagen.

O escândalo levou à demissão do presidente executivo do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, e o novo gestor, Matthias Müller, afirmou que em janeiro vão começar a chamar os 11 milhões de veículos afetados às oficinas, em uma operação que espera concluir no final de 2016.

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