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Dólar comercial fechou nesta quinta-feira vendido a R$ 3,801 e, no mês, acumula queda de 4,16%; alta no ano é de R$ 42,9%

Apesar de a agência de classificação de risco Fitch ter rebaixado a nota do Brasil, o dólar caiu pelo segundo dia consecutivo. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (15) vendido a R$ 3,801, com queda de R$ 0,012 (-0,32%).

Moeda norte-americna caiu 4,16% em outubro; no entanto, no ano a alta acumulada é de 42,9%
Thinkstock/Getty Images
Moeda norte-americna caiu 4,16% em outubro; no entanto, no ano a alta acumulada é de 42,9%

Em um dia de fortes oscilações, a moeda chegou a operar em R$ 3,789, por volta das 9h30. Com a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, o dólar começou a subir. A alta intensificou-se após a notícia do rebaixamento. Na máxima do dia, por volta das 11h40, a cotação atingiu R$ 3,865. O movimento desacelerou-se nas horas seguintes, até que o dólar passou a operar em queda na última hora da sessão.

A divisa tem queda de 4,16% em outubro. No ano, porém, acumula alta de 42,9%. Nesta quinta, o Banco Central deu continuidade ao programa de rolagem (renovação) de swapcambial, operação que funciona como venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária renovou 10.275 contratos que venceriam em novembro. Nessa modalidade, o Banco Central prorroga o vencimento dos contratos em circulação, sem leiloar novos papéis.

No cenário externo, o dólar caiu após a divulgação de indicadores econômicos contraditórios sobre a economia norte-americana. Na semana passada, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos atingiu o menor nível desde 1973, o que indica recuperação no mercado de trabalho. No entanto, a inflação para o consumidor em setembro ficou negativa em 0,2% por causa principalmente da queda do preço da gasolina.

A queda dos preços indica a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) adie a alta dos juros da maior economia do planeta. Juros baixos por mais tempo nos Estados Unidos desestimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, pressionando para baixo a cotação do dólar.

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