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No terceiro dia de paralisação, bancários superam as mais de 9 mil agências fechadas na quarta-feira, aponta Contraf-Cut

Contraf-CUT diz que a proposta dos bancos é injusta e que ação das organizações é vergonhosa
Agência Brasil
Contraf-CUT diz que a proposta dos bancos é injusta e que ação das organizações é vergonhosa

O terceiro dia da greve dos bancários teve um aumento na adesão de manifestantes. De acordo com dados levantados pela Confederação Nacional de Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT), 10.369 locais de trabalho ficaram fechados durantes todo o dia. A greve foi decidida pela categoria após negociação durante todo o mês de setembro com a Febraban.

A Contaf-CUT afirma que houve um aumento de 1.606 agências paralisadas nos 26 Estados brasileiros e também no Distrito Federal. A organização enfatizou que considera vergonhosa a maneira como os bancos tratam seus funcionários diante da greve e que a proposta oferecida pelos bancos é injusta.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 788 ao mês para cada, auxílio-educação para graduação e pós-graduação, entre outros. A Fenaban, organização que representa os bancos, ofereceu reajuste de 5,5% e abono salarial de R$ 2,5 mil.

Procurada pelo iG , a assessoria de imprensa da Febraban afirmou que a organização não possui dados atualizados sobre a questão. A Fenaban, ligada à Febraban, declarou que mantém diálogo com as lideranças sindicais e que está aberta a negociações. “A entidade avalia que a negociação das cláusulas não econômicas, ainda em curso, vem se desenvolvendo de maneira positiva, e reitera que continua aberta a negociações e avaliará contrapropostas que venham a ser apresentadas pelas representações sindicais”, declarou em nota oficial.

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