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Maior produtor do planeta, a China pode trazer a fruta com um preço inferior ao praticado no mercado interno brasileiro

A possibilidade de o Brasil fechar acordo fitossanitário com a China para importação de maçã do país asiático provocou reação imediata de produtores nacionais da fruta.

Produção nacional de maçãs, com forte influência na economia no sul, gera 195 mil empregos
Divulgação
Produção nacional de maçãs, com forte influência na economia no sul, gera 195 mil empregos

Ameaçados por eventual perda de mercado, eles mostram preocupação com a possível entrada de novas pragas em território brasileiro, um ano apenas após a erradicação da Cydia pomonella, que, por mais de 20 anos, atacou pomares da Região Sul, onde predomina a produção de maçãs.

A análise é do assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Eduardo Brandão Costa, que nesta terça-feira (6) participou de audiência pública com representantes do setor na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados.

Segundo Costa, o debate mobilizou entidades representativas do segmento, além de autoridades municipais, estaduais e federais. Todos estão preocupados com o futuro de uma cultura com forte influência na economia dos estados do Sul, nos quais gera 195 mil empregos diretos e indiretos.

Isso, apesar de a atividade ter reduzido a área de plantio nos últimos anos, pois os produtores alegam margens de lucro cada vez mais estreitas.

De acordo com Eduardo Brandão, a maçã chinesa pode entrar no Brasil com preço menor que o da fruta nacional. Maior produtor de maçãs, a China responde por metade da oferta mundial.

O Brasil é o 12º maior produtor, embora a maçã seja a terceira fruta mais consumida no país, depois da laranja e da banana, informou Moisés Albuquerque, diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã.

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