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Empresas recebem 2,5 mil consultas; clientes têm 30 dias, a partir desta quinta, para fazer migração sem perder carência

As três Unimeds que ficaram responsáveis por abrigar mais de 160 mil clientes da Paulistana receberam menos de 20 na quinta-feira (1º), primeiro dia de transferências. Foram feitas 2,5 mil consultas presenciais e por telefone sobre a mudança.

Os dados são da Central Nacional Unimed, que junto com a Unimed Fesp e a Unimed Seguros, firmaram um acordo para assumir os clientes da Paulistana residentes na Região Metropolitana de São Paulo - exceto Guarulhos, Mauá, ABC, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Vargem Grande Paulista. Os moradores dessas e de outras cidades do País devem procurar a Unimed Brasil.

Posto de atendimento da Unimed Fesp para receber beneficiários da Paulistana estava vazio
Vitor Sorano/iG São Paulo
Posto de atendimento da Unimed Fesp para receber beneficiários da Paulistana estava vazio

A baixa procura era visível nos postos de atendimento montados na capital por Central, Fesp e Seguros para atender os clientes da Paulistana. Na tarde desta quinta-feira, cadeiras vazias e funcionários ociosos aguardavam a onda de beneficiários da operadora que quebrou.

"As pessoas ainda não estão sabendo. Amanhã acredito que vai estar cheio", disse uma funcionária do posto da Fesp, que não sabia estar falando com a reportagem.

Pelo telefone, entretanto, a situação era diferente. Para falar com o atendimento da Central (0800 9425888) pela manhã, o iG teve de aguardar 20 minutos na linha na primeira ligação. Na segunda, após 30 minutos, o contato foi interrompido sem ter sido repassado a um atendente. Para a Unimed Fesp (0800 702 0400), foram 15 minutos de espera na primeira ligação. Na Unimed Seguros (0800 020 78 55), a espera foi inferior a 5 minutos.

A Central informou que o objetivo é reduzir o tempo de atendimento, e orientou os clientes a se informar pelo site http://www.unimed.coop.br/portabilidade. A operadora lembra também que os preços e condições dos planos para os clientes da Paulistana são iguais nas três.

Os beneficiários têm 30 dias, contados a partir de quinta-feira (1º), para fazer a transferência.

Entenda o caso

Com dificuldades financeiras desde 2009, a Unimed Paulistana foi obrigada no início do mês a se desfazer de sua carteira de clientes, vendendo-a a outra operadora. Caso isso tivesse acontecido, os beneficiários continuariam a pagar as mesmas mensalidades  e teriam a mesma rede de cobertura.

O prazo para a comercialização acabava na sexta-feira (2). Dois dias antes, entretanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou um acordo pelo qual o sistema Unimed absorveria todos os clientes de planos individuais/familiares e de coletivos com menos de 30 vidas - os demais já teriam sido transferidos para outras operadoras, segundo o Procon de São Paulo.

O acordo - que teve participação de Ministério Público de São Paulo, Procon de São Paulo, Ministério Público Federal, ANS e Unimeds - permite que os clientes mudem para outras operadoras do sistema Unimed.

Condições e preços mudam, carências não

A mudança de operadora poderá significar mudança de preços e de condições de cobertura para os clientes. Além de valores mais altos, as operadoras novas têm possibilidade de fazer reajustes de até 20% após 12 anos, caso a ANS autorize.

As carências - prazos mínimos para atendimento - cumpridas na Unimed Paulistana continuam a valer. Carências não cumpridas integralmente podem ser completadas na nova operadora, que pode exigir carências novas para coberturas adicionais a que o cliente não tinha direito na Paulistana.

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