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Na região metropolitana de São Paulo, a taxa passou de 13,7% em julho para 13,9% em agosto; são 23 mil pessoas a mais

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo em agosto manteve-se em relativa estabilidade, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação Seade.

Pesquisa constatou também que diminuíram os trabalhadores com carteira assinada (-0,8%)
BBC
Pesquisa constatou também que diminuíram os trabalhadores com carteira assinada (-0,8%)

Na região metropolitana de São Paulo, a taxa passou de 13,7% em julho para 13,9% em agosto, percentual que o Dieese considera estável. O número de desempregados na região metropolitana de São Paulo foi estimado em 1,537 milhão, o que significou 23 mil pessoas a mais que no mês anterior. Em comparação a agosto do ano passado, no entanto, o crescimento foi bem maior. No ano passado, a taxa correspondia a 11,3%. 

Conforme o Dieese, o número é resultado da estabilidade do nível de ocupação [com a eliminação de 18 mil postos de trabalho] e da População Economicamente Ativa (PEA), com o ingresso de cinco mil pessoas no mercado de trabalho.

A pesquisa indicou ainda que o nível de ocupação também permaneceu praticamente estável, com queda de 0,2%, e contingente de ocupados estimado em 9,517 milhões.

Segundo o Dieese, isso decorreu de reduções na indústria de transformação [queda de 2,7% ou eliminação de 41 mil postos de trabalho], na construção [-1,6% ou -11 mil postos de trabalho] e nos serviços [-0,5% ou -30 mil], compensados pelo aumento no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas [aumento de 4,3% ou geração de 73 mil postos de trabalho].

A pesquisa constatou também que diminuiu o número de trabalhadores com carteira assinada [-0,8%]. No setor privado, cresceu o número de trabalhadores sem carteira de trabalho [aumento de 1,1%] e caiu o de trabalhadores com carteira (-0,4%). Cresceu ainda o número de trabalhadores autônomos (1,7%) e de empregados domésticos (1,5%).

Entre junho e julho deste ano, os rendimentos médios reais de trabalhadores ocupados caiu 2,4% e dos assalariados apresentou queda de 1,6%, passando a equivaler a R$ 1.899 e R$ 1.939, respectivamente. 

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