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China anunciou nesta terça (1º) queda na produção industrial pelo sexto mês consecutivo; país e segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos

Agência Brasil

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que as economias emergentes devem estar atentas à situação na China, que anunciou nesta terça (1º) queda na produção industrial pelo sexto mês consecutivo. Ela advertiu que o crescimento mundial este ano deverá ficar abaixo do previsto.

Esforços do governo chinês não foram suficientes para conter queda da bolsa
AP
Esforços do governo chinês não foram suficientes para conter queda da bolsa

Em discurso na Universidade de Jacarta, Lagarde declarou que o crescimento mundial será provavelmente mais fraco do que o previsto, menos de dois meses depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisto para baixo as previsões para 2015, que ficaram em 3,3%.

Segundo a diretora, os mercados emergentes, entre eles a Indonésia e o Brasil, foram particularmente atingidos pela desaceleração da China, segunda economia mundial.

Uma queda na procura chinesa de matérias-primas, ou seja, de exportações de que dependem muitas economias emergentes, teve consequências para esses países, dificuldades que foram agravadas com a recente desvalorização do yuan, a moeda chinesa.

O FMI espera que a Ásia estimule o crescimento mundial, mas o ritmo é menor que o previsto e ainda pode cair, afirmou Lagarde, insistindo na necessidade de "uma resistência maior".

A queda do crescimento chinês já era esperada e não foi brusca, acrescentou a dirigente do FMI, lembrando que a transição do país para uma economia maior de mercado era "complexa e pode ter sido um pouco caótica".

Para Lagarde, outras economias emergentes, incluindo a Indonésia, devem estar atentas para enfrentar um possível impacto da desaceleração da China e um endurecimento das condições financeiras mundiais".