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Desocupação cresce em todas as regiões e atinge 10,3% no NE

A taxa de desemprego no Brasil foi estimada em 8,3% no 2º trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, que teve início em 2012, divulgou nesta terça-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta estimativa cresceu tanto na comparação com o 1º trimestre de 2015 (7,9%), quanto com o 2º trimestre de 2014 (6,8%).

Nesse período, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada
Camila Domingues/Palácio Piratini/Divulgação
Nesse período, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada

No 2º trimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 1.882.  Nesse período, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, percentual estável em relação ao trimestre anterior e a igual trimestre de 2014.

Nível da ocupação

O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) no Brasil, no 2º trimestre de 2015, foi estimado em 56,2%. Este indicador ficou estável em relação ao trimestre anterior e registrou queda de 0,7 ponto percentual em comparação com igual trimestre de 2014 (56,9%).

Em geral, as análises mostraram que nos grupos com níveis de instrução mais altos, o nível da ocupação era mais elevado. Destaca-se, ainda, que, no 2º trimestre de 2015, 31,0% das pessoas sem nenhuma instrução estava trabalhando. No grupo das pessoas com nível superior completo, o nível da ocupação chegou a 78,9%.


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