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Demitidos entram em lay-off por 5 meses, podendo antecipar demissões; greve termina após assembleia dos metalúrgicos

Depois de mais de três horas de audiência de conciliação nesta sexta-feira (21), no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, General Motors (GM) e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, chegaram a um acordo: as 798 demissões anunciadas este mês pela montadora estão canceladas.

A proposta, que ainda será votada pelos metalúrgicos em assembleia na próxima segunda-feira (24), prevê que todos os demitidos entrem em lay-off por cinco meses. Caso sejam novamente despedidos no retorno, os trabalhadores receberão quatro salários nominais como indenização.

Funcionários da GM estavam, há mais de uma semana, em greve por tempo indeterminado
Roosevelt Cássio/SindMetalSJC - 10.8.15
Funcionários da GM estavam, há mais de uma semana, em greve por tempo indeterminado

Também a a opção de o funcionário afastado pelo lay-off se desligar antecipadamente, recebendo o valor relativo aos cinco meses de lay-off  (parte que cabe à empresa) e a indenização.

"Foi uma vitoria importante porque as demissões estão canceladas. A GM jamais imaginou que teria que voltar atrás dessa decisão" disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, acrescentando que a greve continua até a confirmação do acordo pela assembleia. "Mas nossa luta continua pela Medida Provisória que garanta a estabilidade do emprego e a não redução de salários".

A GM disse, por meio de nota, que o acordo foi positivo e que espera o retorno dos grevistas já no início da próxima semana. "(O acordo é positivo) Mas não resolve a situação de competitividade do Complexo de São José dos Campos visto que a paralisação da operação na fábrica por 12 dias, só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva", ponderou a empresa.

Ainda no acordo, ficou definido que a GM também abrirá um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com o número de adesões devendo ser abatido do número de excedentes considerado pela empresa.

Os dias parados não serão descontados e, segundo a montadora, também não haverá nenhuma retaliação aos grevistas. Metade das horas será bancada pela GM e a outra metade será compensada pelos trabalhadores.

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