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Ministro sinaliza que governo aceita discutir aumento na remuneração do fundo às vésperas de votação na Câmara

Fala indica uma mudança de posição da área econômica; na semana passada, Levy havia dito que o momento não era adequado para discutir mudança na remuneração
Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Fala indica uma mudança de posição da área econômica; na semana passada, Levy havia dito que o momento não era adequado para discutir mudança na remuneração

O  ministro da Fazenda, Joaquim Levy, indicou nesta terça-feira (18) que o governo aceita discutir um aumento na correção do FGTS, e citou a possibilidade de que os ganhos extras sejam escalonados.

"A gente tem de equilibrar o interesse de dar um retorno para o dinheiro que está ali com o objetivo maior que é o financiamento da casa própria", disse Levy em evento do Santander em São Paulo. "A gente tem de ver como é que vai ser, se vai ser escalonado. Acho que é como falei: tem de ser discutido."

A fala indica uma mudança de posição formal da área econômica. Na semana passada, Levy havia dito que o momento não era adequado para discutir mudança na remuneração, pois ela impactaria nos juros cobrados nos financiamentos habitacionais que usam recursos do FGTS.

A mudança ocorre às vésperas de a Câmara dos Deputados votar um projeto de lei que equipara a correção do FGTS à da poupança. Com isso, o índice de atualização do fundo subiria de pouco mais de 3% ao ano para pouco mais de 6% ao ano.



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