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Lideradas por Skaf, empresariado quer evitar redução da renúncia fiscal concedida pelo governo a setores produtivos

Agência Brasil

Liderados pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, representantes de mais de 40 entidades empresariais de diversos setores começaram nesta terça-feira (18), em Brasília, uma cruzada em defesa de uma proposta alternativa ao Projeto de Lei da Câmara (PLC)  57/15, que trata da desoneração das empresas, que receberam benefícios fiscais sobre a folha de pagamento no ano passado. A mudança significa reduzir a renúncia fiscal concedida pelo governo a alguns setores produtivos.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp
Divulgação
Paulo Skaf, presidente da Fiesp

O texto aprovado na Câmara eleva em mais de 100% a taxação para a maioria dos setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamento, mas abre exceções para os setores de massas, pães, peixes, aves e suínos. No caso dos transportes, comunicação, call centers, calçados e confecção, o aumento foi de 50% na tributação.

Contrários a essa proposta, os empresários defendem reajuste linear para todos. “O que nós queremos, e o que é mais justo, é o aumento linear. Estamos aceitando a ideia. Entendemos que há necessidade de fechar esse ajuste fiscal. Estamos compreendendo, apesar de todas as dificuldades, a necessidade de aceitar algum aumento, mas queremos de forma linear”, afirmou Skaf, após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).


Os empresários, que também estiveram hoje com o articulador político do governo, o vice-presidente da República, Michel Temer, não garantem que a medida solucionará a crise econômica ou que não haverá demissões, mas dizem que, se a proposta não for linear, o cenário poderá piorar.

“Estamos em um ano de muita dificuldade na economia, com previsão de crescimento negativo. Estamos em um ano de previsão de fechamento de mais de 1 milhão de vagas até o fim do ano. É um ano muito deliciado. Não podemos fazer nada que venha piorar isso. A questão da reoneração da folha de pagamento, ou seja, tributos sobre a folha de pagamento, tributos sobre o faturamento das empresas é um convite a aumentar o desemprego”, disse o presidente da Fiesp.

Na tentativa de costurar um acordo para votação da matéria, que é a última do ajuste fiscal pendente na pauta do Congresso, os empresários se reunirão nesta tarde com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque, caso seja alterada no Senado, a proposta volta para análise dos deputados.

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