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Segundo a Receita, desonerações tributárias dos últimos anos contribuíram para a queda na arrecadação este ano, gerando perdas de R$ 62,6 bilhões nos sete primeiros meses do ano

Redução de produção e baixa atividade econômica pressionam queda na arrecadação
Reuters
Redução de produção e baixa atividade econômica pressionam queda na arrecadação

A arrecadação federal teve o pior resultado para o período de janeiro a julho em cinco anos, informou nesta terça-feira (18) a Receita Federal. O País arrecadou R$ 712 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, montante que representa queda de 2,91% em relação ao mesmo período de 2014. O resultado para julho também foi o pior para o mês desde 2010. No mês passado, o Brasil recolheu R$ 104,8 bilhões em receitas, o que representa redução de 3,13% em relação a julho de 2014.

A queda no montante arrecadado, tanto no acumulado do ano quanto no mês, traz descontada a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A queda na produção industrial foi o principal motivo do recuo da arrecadação nos sete primeiros meses do ano e em julho.

Houve redução de 3,2% na produção no mês em comparação a igual período de 2014, e de 5,82% no acumulado do ano. A queda na produção impacta o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Apesar de seguir caindo, a produção industrial desacelerou o recuo em relação a junho, quando havia decrescido 8,8%. As vendas de bens e serviços, que impactam na arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) também recuaram, 3,49% no mês e 5,67% de janeiro a julho.

A massa salarial, por sua vez, cresceu 4,91% em julho e 5,44% de janeiro a julho, o que representa alta abaixo da inflação do período.

As desonerações tributárias dos últimos anos também contribuíram para a queda na arrecadação este ano, gerando perdas de R$ 62,6 bilhões para o governo nos sete primeiros meses do ano. A renúncia fiscal é 11,76% maior que a do mesmo período de 2014. Desse total, a desoneração da folha de pagamento foi responsável pelas maiores perdas, equivalentes a R$ 13 bilhões.

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