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De janeiro a junho, maioria foi de autorizações temporárias para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta segunda-feira (17) o balanço das autorizações de trabalho emitidas pela Coordenação Geral de Imigração (CGIg/MTE). De janeiro a junho deste ano foram concedidas 18.213 autorizações de trabalho, a maioria para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, que somaram 14.771 pedidos aprovados.  

Maioria dos estrangeiros que receberam visto em 2015 tem elevado nível de escolaridade
Creative Commons/Pixabay
Maioria dos estrangeiros que receberam visto em 2015 tem elevado nível de escolaridade

O balanço semestral mostra também que 17.026 autorizações foram de caráter temporário. O período de maior demanda, foi de fevereiro a maio. Apenas 1.187 foram expedidas em caráter permanente de trabalho no País. 

O relatório aprovado em reunião do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), apresenta dados referentes às autorizações temporárias e  permanentes, concedidas a trabalhadores estrangeiros, por meio de solicitação feita por empresas, no Sistema Migrante Web. 

Qualificados

O perfil dos trabalhadores estrangeiros que vieram ao Brasil neste ano, em termos de escolaridade, manteve-se estável. Mais de 10,4 mil têm ensino superior completo. Outros 6,4 mil contam com ensino médio completo e 921 deles têm mestrado.

A grande maioria tem idade entre 20 e 49 anos e, por grupos ocupacionais, os profissionais das ciências e das artes lideraram os pedidos: 8.068 autorizações. Na sequência aparecem os técnicos de nível médio (5.298); diretores e gerentes (1.741) e trabalhadores da produção bens e serviços industriais (1.215).

“A maioria dos profissionais das artes veio dos Estados Unidos, são artistas, trabalhadores circenses ou similares. Em seguida temos os profissionais das Filipinas, Coréia do Sul e Reino Unido, que vieram ao Brasil, para serviços de assistência técnica, tecnologia e petróleo”, explica o coordenador da CGIg, Aldo Cândido. Juntos, os quatro países somaram 6.561 autorizações.

As autorizações de trabalho para profissionais do Mercado Comum do Sul (Mercosul), somaram  511, com Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru, liderando os pedidos.

Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve uma redução de 2.787 autorizações. “A redução ocorreu na entrada de trabalhadores marítimos, na área de petróleo, gás e de cruzeiros. No caso dos cruzeiros, ocorreu em função da Normativa 103 do CNIg, que aumentou o prazo de concessão de 180 dias, para até dois anos, diminuindo a frequência de pedidos”, explicou o Cândido. 


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