Tamanho do texto

Em contrapartida, receita nominal de vendas continua em alta

Setor automotivo foi o que registrou maior queda no volume de vendas em junho
Creative Commons/Pixabay
Setor automotivo foi o que registrou maior queda no volume de vendas em junho

O comércio varejista registrou queda de 0,4% no volume de vendas em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a quinta taxa negativa consecutiva.

No acumulado nos últimos 12 meses, o verifica acentua a trajetória de desaceleração ao registrar recuo de -0,8% em junho, após -0,5% até maio. A receita nominal de vendas, em junho, mantém-se no campo positivo em todas as comparações: 0,8% em relação a maio de 2015 (com ajuste sazonal), 4,6% frente a junho de 2014, 4,2% no acumulado no ano e 5,5% no acumulado nos últimos 12 meses.

Leia mais:  Dona da Brastemp e Consul concede 14 férias coletivas no ano

Empresária fatura R$ 2,6 milhões alugando imóveis para executivos

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral aponta recuo pelo sétimo mês consecutivo (-0,6%) e mantém a trajetória descendente iniciada em dezembro de 2014.

Na série sem ajuste sazonal, o confronto com igual mês do ano anterior apontou queda no volume de vendas pelo terceiro mês consecutivo, porém, em junho (-2,7%), o recuo foi menos intenso do que os observados em maio (-4,5%) e abril (-3,3%).

Nas demais comparações obtidas através da série original, os índices para o varejo, em termos de volume de vendas, foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2015 (-3,5%), como para o acumulado dos seis primeiros meses do ano (-2,2%). 

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, pelo sétimo mês consecutivo, variação negativa para o volume de vendas (-0,8%) e 0,2% para a receita nominal de vendas, ambas as taxas frente a maio de 2015, série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de -3,5% para o volume de vendas, inferior às taxas registradas em maio (-10,4%) e em abril (-8,3%). No que tange às taxas acumuladas, os recuos foram de -6,4% no semestre e -4,8% nos últimos 12 meses. A receita nominal de vendas do varejo ampliado mantém-se no campo positivo frente a junho de 2014 (3,1%), mas recuou -0,4% no acumulado no ano. No indicador acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 1,0%.

Vendas do setor automotivo foi o que mais recuou em junho

Em junho, em relação a maio (na série com ajuste sazonal), houve recuo no volume do comércio varejista (-0,4%) e no comércio varejista ampliado (-0,8%), movimento acompanhado por sete das dez atividades pesquisadas: veículos e motos, partes e peças (-2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,5%); móveis e eletrodomésticos (-1,2%); tecidos, vestuário e calçados (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%). O segmento de maior importância na estrutura do comércio varejista, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%), permaneceu estável nessa comparação.

Com avanço em junho frente a maio, figuram os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%) e material de construção (5,5%), esse último segmento interrompe em junho uma sequência de cinco meses em queda, período em que acumulou perda de 9,4% no volume de vendas.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume das vendas varejistas mostrou queda de -2,7% em junho de 2015, com cinco das oito atividades registrando resultados negativos: móveis e eletrodomésticos (-13,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,7%), tecidos, vestuário e calçados (-4,6%) e combustíveis e lubrificantes (-1,0%). Por outro lado, com influência positiva sobre a taxa global encontram-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%). Livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de -5,9%, praticamente não teve impacto significativo sobre o indicador mensal de junho. Junho de 2015 (21 dias) teve um dia útil a mais do junho de 2014 (20 dias), além da baixa base de comparação (junho de 2014) por conta dos feriados informais referentes ao evento da Copa do Mundo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.