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Nota de crédito do Brasil foi rebaixada nesta terça-feira (10) porque governo gasta muito e economia está paralisada

Joaquim Levy e Nelson Barbosa fizeram a defesa da condução da economia brasileira
Alan Sampaio / iG Brasília
Joaquim Levy e Nelson Barbosa fizeram a defesa da condução da economia brasileira

O ministro Nelson Barbosa, do Planejamento, procurou fazer uma defesa da condução da política econômica depois que a agência Moody's, de classificação de risco, rebaixar a nota do Brasil sob o argumento de que o governo gasta além do possível e que a economia estagnar.

Por meio da conta do ministério no Twitter, Barbosa garantiu que "“O Brasil não perde investimentos com a reclassificação... À medida que os resultados aparecerem, vão garantir uma avaliação favorável ao Brasil por parte de investidores””. Para alguns especialistas, no entanto, a avaliação negativa das agências de risco não terá efeito no curto prazo porque os investidores já se afastaram do País nos últimos meses.

Ainda segundo Barbosa, “A recuperação do crescimento, além do nível elevado de reservas internacionais, dá solidez para a economia." Para o ministro, a economia brasileira passa por uma fase. “É um processo de construção gradual. A economia atravessa uma fase temporária de redução do nível da atividade."

Para o ministro do Planejamento, o goveno está “numa fase de ajuste que tem impacto não só sobre o crescimento como na inflação.”

Cunha avaliou que decisão da Moody's é um sinal de alerta
Wilson Dias/Agência Brasil
Cunha avaliou que decisão da Moody's é um sinal de alerta

Pouco antes, Joaquim Levy, da Fazenda, fugiu da polêmica: “Acho que a declaração da Moody's explica exatamente os pontos que ela achou relevante. É uma declaração bastante detalhada, transparente e trata da indicação das prioridades que a gente deve ter em relação a manter a qualidade da dívida pública.”

Cunha diz que governo tem de fazer sua parte

Para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a decisão da Moody's é um sinal de alerta. “Era um processo esperado, não afetou o grau de investimento, mas é um sinal de que o governo tem que fazer sua parte na economia. O rebaixamento mantém como estável, apesar de ser uma sinalização negativa.”

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Apesar do rebaixamento, o Brasil permanece dentro do chamado grau de investimento, mas com a nota mais baixa dentro da classificação que garante ao País o selo de bom pagador da sua dívida.

* com Agência Brasil e Agência Câmara

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