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As calças compridas possuem uma "abertura central para permitir a saída do bebê", enquanto mantêm cobertas as pernas da usuária, segundo sua fabricante, a Mama Pride

Pequena abertura na parte da frente da calça impediria que médicos vissem partes íntimas
Divulgação
Pequena abertura na parte da frente da calça impediria que médicos vissem partes íntimas

Uma empresa na Malásia lançou uma calça comprida especial para mulheres muçulmanas preocupadas em expor partes do corpo no momento em que dão à luz.

Segundo o site de notícias Malay Mail, a vestimenta se destinaria às adeptas do "aurat", uma vertente do Islã segundo a qual algumas partes do corpo devem se manter cobertas mesmo durante o trabalho de parto.

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As calças compridas possuem uma "abertura central para permitir a saída do bebê", enquanto mantêm cobertas as pernas da usuária, segundo sua fabricante, a Mama Pride.

"Ao dar à luz, a honra e o aurat da mulher nem sempre são alvo de atenção", diz a companhia em sua página no Facebook. "Coxas, panturrilhas e joelhos ficam expostos, mesmos que não precisem". Depoimentos de supostos médicos são retratados na página endossando o produto.

O vestuário feminino tem sido alvo de intenso debate na Malásia. Casos de mulheres que tiveram a entrada proibida em prédios do governo ─ ou foram solicitadas a se cobrir ─ porque seus trajes eram muito curtos vêm se multiplicando recentemente.

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No início de junho, a ginasta Farah Ann Hadi, uma das mais premiadas do país, sofreu críticas de usuários e grupos islâmicos nas redes sociais por usar um colã "revelador" enquanto competia nos Jogos do Sudeste Asiático, que neste ano ocorreram em Cingapura, país em que a maioria da população também é muçulmana.

Hadi recebeu, no entanto, apoio do sultão do Estado de Selangor, na costa oeste da Malásia, segundo o qual as pessoas deveriam comemorar os feitos da atleta e não criticar sua forma de se vestir.

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