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Já o resultado na comparação com julho do ano passado representa queda de 14,9% , uma queda de 252,7 mil veículos

A produção de veículos no País voltou subir em julho, na comparação com junho, com alta de 17,8%. A indústria produziu 215,1 mil veículos no mês passado. Já o resultado na comparação com julho de 2014 representa queda de 14,9% ( 252,7 mil). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). 

Nível de emprego nas montadoras fechou julho em 135.733 postos ocupados, queda de 0,9% sobre junho e recuo de 9,7% na relação com o mesmo mês de 2014
Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
Nível de emprego nas montadoras fechou julho em 135.733 postos ocupados, queda de 0,9% sobre junho e recuo de 9,7% na relação com o mesmo mês de 2014

Por segmento, a produção de carros e comerciais leves caiu 14,9% em julho em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume produzido de caminhões recuou 46,4%, enquanto ônibus tiveram queda de 35,8%.

As vendas de veículos subiram em julho na comparação com junho, com alta de 7,1%. No último mês foram licenciados 227,6 mil carros, ante 212,5 mil unidades vendidas em junho. Na relação de vendas totais, no comparativo de julho com o mesmo mês de 2014, a queda é de 22,8% (294,8 mil unidades).

No acumulado de 2015, comparado ao mesmo período de 2014, verifica-se um recuo de 22,8% nas vendas neste ano. No período de 2014, foram comercializados 1,96 milhão de unidades de veículos, ante 1,55 milhão, em 2014.

Segundo a Anfavea, o nível de emprego nas montadoras fechou julho em 135.733 postos ocupados, queda de 0,9% sobre junho e recuo de 9,7% na relação com o mesmo mês de 2014 (150.293 postos). Com esses números, o nível de emprego no setor automotivo é igual ao registrado há 9 anos . "Produzimos neste ano exatamente a mesma coisa que em 2006 e o nível do emprego é o mesmo", informou Luiz Moan, presidente da Anfavea. Segundo levantamento da entidade, em 31 de julho, havia 7 mil trabalhadores do setor parados, em regime de lay off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) ou em férias coletivas. "Esperamos que nos próximos cinco meses deste ano tenhamos estabilidade em relação ao emprego. Devemos ficar no mesmo nível dos primeiros sete meses", afirmou. 

O mês de julho começou com uma série de montadoras dando férias coletivas para parar a produção e evitar o aumento dos estoques. No ABC, estão neste movimento a GM, Mercedes-Benz e Scania. A Volkswagen na região utilizou esse mecanismo em junho. Além de férias coletivas, as empresas estão utilizando amplamente o mecanismo de lay off (suspensão de contratos de trabalho). O lay off tem duração de cinco meses e pode ser renovado. Ele é utilizado para que as empresas dividam o pagamento do salário com o governo – via recursos do Fundo de Amparo (FAT) ao Trabalhador – e assim evitem as demissões.

Para Anfavea, mau momento é passageiro

Moan falou sobre os investimentos no setor. Em Julho, a GM anunciou que investirá no País R$ 13 bilhões de 2014 até 2019, dos quas R$ 6,5 bilhões serão destinados para uma nova linha de produtos globais. A Chery também anunciou aporte de R$ 100 milhões para a construção de uma nova linha de montagem em Jacareí (SP). "Os novos investimentos demonstram que no nosso setor estamos vivendo um momento. Nós acreditamos no futuro da economia, no futuro do nosso mercado nacional."

Segundo Moan, o Brasil tem um baixo índice de motorização. "Temos muito potencial de crescimento aqui. Enquanto temos 5,5 habitantes por veículos, nos Estados Unidos esse índice é de 1,3, na Europa é de 2 e na Argentina, de 3,1 habitantes por carros. Temos mercado para crescer."

Resultados de 2014
No ano passado, as montadoras demitiram 14.110 pessoas. Segundo a Anfavea, o nível de emprego nas montadoras fechou o ano em 144.623 postos ocupados, queda de 8,9% sobre 2013 (158.733 postos). Segundo dados do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira recuou 3,2% em 2014, puxada principalmente pelo setor de veículos automotores, cuja queda foi de 16,8%.

Em 2014, a indústria automobilística produziu 3,15 milhões de veículos, queda de 15,3% na produção em comparação com 2013 (3,71 milhões).

Veja quais foram os carros mais emplacados em julho de 2015:


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