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Comissão "provavelmente" vai usar novas tecnologias e acordos de cooperação para atacar o "insider trading"

Leonardo Pereira, presidente da CVM
Divulgação/Escola Nacional de Educação Fazendária
Leonardo Pereira, presidente da CVM

Uma força-tarefa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu um estudo que irá embasar o fortalecimento do combate ao uso de informações privilegiadas no mercado financeiro, disse nesta quinta-feira (6) o presidente da entidade, Leonardo Pereira.

No insider trading, como a prática é conhecida, um executivo se aproveita do conhecimento de dados relevantes sobre o mercado - e que, por isso, deveriam ser divulgados amplamente - para obter lucros ou vantagens.

O crime, que pode resultar em prisão de de 1 a 5 anos mais multa de três vezes o valor da vantagem obtida de maneira ilegal, é um dos quais o empresário Eike Batista é acusado. Seus advogados sempre negaram irregularidades.

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Segundo o presidente da CVM, Leonardo Pereira, as novas medidas para combater a prática serão definidas pelo comitê gestor do plano estratégico da comissão, e "provavelmente" vão envolver o uso de novas tecnologias e acordos de cooperação, além de uma mudança na forma como o insider trading é investigado.

"Hoje tem várias áreas [ na CVM ] olhando isso. Eu vou ouvir do grupo [ gestor ] qual é a recomendação dele. Será que essa é melhor forma?", questionou Pereira, em entrevista após um evento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que reuniu ex-presidentes da CVM nesta quinta-feira (6), em São Paulo.

Pereira, que não deu um prazo para que as novas medidas entrem em vigor, também defendeu a aprovação, pelo Congresso, de um projeto de lei que eleva as penas para crimes contra o mercado de capitais.

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