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Queda, maior do que o mercado previa, foi puxada por bancos

Empregados da Bolsa de Atenas conversam na reabertura do pregão após cinco semanas
Yorgos Karahalis/AP -8.3.15
Empregados da Bolsa de Atenas conversam na reabertura do pregão após cinco semanas

Após cinco semanas fechada, a Bolsa de Valores de Atenas reabriu nesta segunda-feira (3) e apresentou uma forte queda de quase 23% nos primeiros minutos de pregão. A retração foi maior do que a estimada pelos especialistas, que previam entre 15% e 20%, e foi puxada pelas ações dos bancos. O Banco Nacional da Grécia e o Piraeus Bank apresentaram uma queda de 30% e atingiram o limite diário de volatilidade - o que impede venda de mais ações - em menos de uma hora.

A Bolsa ficou fechada desde junho a partir do momento que o governo grego impôs limites de saques e restrições financeiras enquanto tentava negociar um novo resgate com os credores europeus. Com o sucesso das negociações, o ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, assinou o decreto ministerial que permitiu a reabertura da entidade na última sexta-feira (31).

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Esse foi o fechamento mais longo da história do órgão desde os anos 1970 e, mesmo reabrindo, há restrições no funcionamento. Os investidgréciaores gregos podem comprar ações, títulos, derivativos e bônus de subscrição, mas apenas se usarem "dinheiro novo", como fundos que haviam sido transferidos para o exterior, depósitos exteriores, dinheiro ganho com a venda de ações futuras ou de saldos em contas existentes no exterior.

Já os investidores estrangeiros foram excluídos de qualquer restrição ou condições que já estavam ativas no mercado antes da imposição do controle de capitais ao final de junho.
A forte instabilidade na bolsa grega fez com que os mercados europeus ficassem em baixa nesta segunda (3). Na abertura, as bolsas de Frankfurt e Madri caíram -0,3%, Londres tem baixa de -0,1% e Milão -0,02%.

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