Tamanho do texto

Saldo do Governo Central (Tesouro, BC e INSS) forçou déficit com resultado negativo de R$ 8,8 bilhões, menos superávit de R$ 1,7 bilhão economizados por estados e municípios

Déficit dificulta meta de superávit de ministro Joaquim Levy (Fazenda) e Dilma Rousseff
Agência Brasil
Déficit dificulta meta de superávit de ministro Joaquim Levy (Fazenda) e Dilma Rousseff

O governo não conseguiu economizar para pagar os juros da dívida pública, em maio. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nesta terça-feira (30), o setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou saldo negativo (diferença entre receitas e despesas) no mês passado, o que gerou déficit primário de R$ 6,9 bilhões.

Em maio do ano passado, o resultado negativo foi maior: R$ 11,046 bilhões. Nos cinco meses de 2015, houve superávit primário (quando a receita é maior que as despesas) de R$ 25,547 bilhões, contra R$ 31,481 bilhões em igual período do ano passado.

Leia mais:  Atacarejos do País apresentam crescimento na onda da inflação alta

Concursos: oportunidades abertas com prova em julho pagam até R$ 8 mil

23 pessoas que conseguiram dinheiro e fama depois dos 40

Em 12 meses encerrados em maio, o setor público registrou déficit primário de R$ 38,469 bilhões, o que corresponde a 0,68% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, ajuda a conter o endividamento do governo, em médio e longo prazos. Para este ano, a meta de superávit primário para o setor público corresponde a R$ 66,3 bilhões ou 1,1% do PIB.

O Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 8,869 bilhões, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 1,731 bilhão. Os governos municipais também conseguiram economizar, registrando superávit primário de R$ 309 milhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 72 milhões.

Em cinco meses, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 6,655 bilhões, os estaduais, R$ 16,236 bilhões e os municipais, R$ 3,002 bilhões. As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 346 milhões.

Os gastos com os juros que incidem sobre a dívida chegaram a R$ 52,877 bilhões, em maio, e acumularam R$ 198,937 bilhões, nos cinco meses do ano.

Em maio, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, chegou a R$ 59,777 bilhões. De janeiro a maio, o setor público registra déficit nominal de R$ 173,390 bilhões.

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,903 trilhão em maio, o que corresponde a 33,6% do PIB. Em relação a abril, a dívida em proporção do PIB caiu 0,1 ponto percentual. A dívida bruta chegou a R$ 3,538 trilhões ou 62,5% do PIB, com aumento de 0,9 ponto percentual em relação a abril.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.