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Turistas na Grécia e qualquer pessoa com um cartão de crédito estrangeiro não serão atingidos pelas medidas de limitação de levantamentos nos multibancos, informou o governo

Governo de Tsipras decretou feriado bancário hoje na Grécia para evitar retirada em massa de dinheiro de bancos
Patrick Domingo / AFP
Governo de Tsipras decretou feriado bancário hoje na Grécia para evitar retirada em massa de dinheiro de bancos

Os turistas na Grécia e qualquer pessoa com um cartão de crédito estrangeiro não serão atingidos pelas medidas de retirada de dinheiro nos multibancos, segundo informou o governo grego nesta segunda-feira (29).

De acordo com um comunicado do primeiro-ministro Alexis Tsipras, "todos os turistas  que estão no país ou preparam para visitar a Grécia " são informados de que as medidas de controle de capitais, anunciadas anteriormente, "não se aplicam a quem pretenda fazer transações e saques com um cartão de crédito emitido no país de origem". 

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A Grécia e os parceiros da zona euro terminaram as negociações no sábado (28), depois do anúncio feito por Atenas em fazer um referendo no dia 5 de julho às propostas dos europeus sobre o programa de resgate.

O primeiro-ministro grego declarou que o governo vai introduzir o controle de capitais e anunciou que os bancos estão fechados hoje, garantindo que as poupanças, salários e pensões estão a salvo.

O governo ainda não especificou, oficialmente, as medidas que vai tomar para proteger o sistema bancário grego. 

O programa de resgate para a Grécia vai expirar na terça-feira, quando o país terá de pagar US$ 1,6 bilhão a um dos principais credores, o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo de Atenas pediu uma extensão do prazo para que tivessem tempo hábil de fazer um referendo no dia cinco de julho.

O atual primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, do partido de esquerda grego Syriza, venceu as eleições com uma plataforma antiausteridade, por entender que as medidas impostas pela União Europeia para pagamento da dívida pública – origem de toda a crise grega – já havia punido a população de maneira geral, com arroxo salarial, retirada de benefícios sociais, elevação da idade para aposentadoria, entre outras questões. 

Segundo fontes diplomáticas – antes do anúncio da intenção de Tsipras, de convocar um referendo –, se houvesse acordo e se o Parlamento grego passasse as medidas no domingo (28) ou na segunda-feira (29), seriam desbloqueados imediatamente para a Grécia 1,8 milhão de euros de lucros que o BCE fez com a dívida pública grega, a tempo de Atenas pagar o dinheiro devido ao FMI.

A proposta dos credores, ora em vigor, passa pela extensão do atual programa de resgate, com mais financiamento até novembro, mas com a reformulação das medidas de austeridade, o que reforçaria ainda mais a austeridade.

No total, poderão ir para os cofres gregos € 15,5 bilhões (R$ 54,06 bilhões) nos próximos cinco meses para que a Grécia cumpra as obrigações financeiras com o FMI e o BCE, mas a liberação desse dinheiro, em parcelas, será condicionada à execução das medidas eventualmente acordadas.

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