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A Grécia está a poucos dias de ter de pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, em 30 de junho

Vários representantes de países europeus baixaram as expectativas referentes ao que poderá acontecer em Bruxelas, na reunião de emergência sobre a Grécia, mostrando-se descrentes quanto a uma solução nesta segunda-feira (22).

Uma das mensagens mais importante nesse sentido veio de Berlim, com o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre quem estão postos todos os olhos na reunião desta segunda-feira. Steffen Seibert diz que o encontro dos chefes de Estado e de governo na zona do euro poderá não passar de uma reunião meramente consultiva. "Sem uma base de decisão, a reunião desta noite será um conselho de consultas", declarou Seibert.

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No mesmo sentido, durante a entrada dos ministros das Finanças da zona do euro, que preparam a reunião, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, deu a entender que este não será o Dia D. "Vou deixar que as instituições deem sua opinião primeiro. Vamos ver se é possível fazer uma avaliação final", afirmou ele, que também é ministro das Finanças holandês, quando questionado sobre os progressos nas negociações com Atenas.

Alguns ministros das Finanças foram ainda mais longe e mostraram pessimismo, considerando que a reunião do Eurogrupo desta segunda-feira pode ser uma perda de tempo, uma vez que as propostas da Grécia já chegaram tarde e houve pouco tempo para serem avaliadas.

"Tenho baixas expectativas. Não vejo um desfecho hoje", disse aos jornalistas o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, que foi mais longe ao afirmar que este dia "é um gasto de milhas".

O ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, vê dificuldades em o Eurogrupo preparar a reunião desta noite. O  responsável pelo tesouro da Bélgica, Johan van Overtveldt, disse que não sabe exatamente o que estará em cima da mesa quanto às propostas gregas. "Estou um pouco confuso", disse. 

A Grécia está a poucos dias de ter de pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, em 30 de junho.

Sem um acordo quanto às medidas a adotar por Atenas, os parceiros europeus e os credores não abrem mão, pelo menos parte, da última parcela do programa de resgate – de 7,2 mil milhões de euros – o que coloca o país muito próximo do não cumprimento e aumenta o risco de uma saída da Grécia da zona euro, o Grexit.

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