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Para primeiro-ministro Alexis Tsipras, saída do país da zona do euro não pode ser opção porque levaria a uma processo irreversível de desmantelamento do bloco econômico

Alexis Tsipras chegou ao poder na Grécia prometendo romper com as medidas recessivas
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Alexis Tsipras chegou ao poder na Grécia prometendo romper com as medidas recessivas

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira (19) que a saída da Grécia da zona do euro marcará "o princípio do fim" do bloco econômico. A declaração foi feita em entrevista publicada hoje pelo jornal austríaco Kurier.

"O famigerado Grexit [trocadilho em inglês sobre a saída da Grécia da zona do euro] não pode ser uma opção, nem para os gregos nem para a União Europeia. Será um processo irreversível, será o princípio do fim da zona euro", disse o primeiro-ministro na entrevista.

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A Grécia corre o risco de sair da zona do euro?

O prêmier grego lembrou que "até o presente, a Europa tem-se orientado por uma ideia de unidade", e que esse ideal que não deve ser ameaçada. "Uma opção contrária significará o fracasso dos ideais europeus", advertiu.

Segundo Alexis Tsipras, o debate sobre o Grexit, que tem ocorrido nos últimos dias por causa da ausência de um acordo entre o governo de Atenas e seus credores, "foi desencadeado quando se começou a aplicar o programa rígido de reformas imposto pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional".

Apesar dos sacrifícios consentidos pela população grega, "a Grécia não se tornou mais competitiva, além do que a dívida do Estado não se reduziu". Nesse sentido, o primeiro-ministro grego defendeu que "o conceito global [das políticas de austeridade] deve ser revisto".

Após um novo fracasso nas negociações europeias, com a Grécia na quinta-feira (18), uma cúpula extraordinária dos chefes de Estado e de governo dos 19 países da zona euro foi marcada para segunda-feira (22) em Bruxelas.

A ausência de um acordo até o final de junho poderá levar a Grécia a suspender o pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) do empréstimo de 1,6 bilhão de euros.

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