Tamanho do texto

Doce irá para novos destinos principalmente na versão sem corante e com novos sabores

Do Rio de Janeiro para o resto do mundo. Empolgados com a aquisição da marca Juquinha, conforme O DIA  noticiou com exclusividade, o empresário Antônio Tanque, de 57 anos, e seu sócio, o filho Vitor, de 25, anunciaram nesta terça-feira a expansão da comercialização da bala mais famosa do Brasil para, em breve, mais 40 países, elevando para pelo menos cem as nações que passarão a saborear a doce goma.

Nesta terça-feira, ao saber da identidade dos novos proprietários da Juquinha, uma exportadora de grande porte do Nordeste entrou em contado com os empresários para firmar parcerias.

“Iniciamos negociações. Vamos acrescentar ainda mais sabores no mercado, como morango, maçã e framboesa. Todas sem corantes, como as tradicionais, e parte delas, sem açúcar. Estas últimas voltadas especialmente para os diabéticos”, adiantou Antônio.

Leia mais notícias do portal O Dia

Antônio Tanque e seu sócio e filho Vitor são os novos donos da marca. Eles têm a perspectiva de exportar a guloseima para cem países
Bruno de Lima / Agência O Dia
Antônio Tanque e seu sócio e filho Vitor são os novos donos da marca. Eles têm a perspectiva de exportar a guloseima para cem países

Dentro dos novos planos para a bala Juquinha estão ainda investimentos em projetos sociais, visando a formação de atletas mirins em comunidades. “Vamos investir parte do faturamento para ajudar a revelar novos talentos no esporte”, adiantou o empresário.

Assustados com a fama repentina, depois que O DIA revelou seus nomes como os compradores da ultrassecreta fórmula da guloseima — adquirida das mãos do antigo dono, o italiano Giulio Luigi Sofio, 77, e transportada de helicóptero até a Capital carioca —, Antônio e Vitor, reforçaram a segurança em torno da receita.

“Temos todo um aparato de proteção, que inclui cofres (alguns falsos para despistar possíveis intrusos), vigias e alarmes modernos.

“Não adianta ninguém especular sobre a fórmula, pois ela é tão secreta quanto a da Coca-Cola. É mais fácil alguém acertar na mega sena, que adivinhar a receita. Muita gente já tentou, no passado, mas o produto ficou com gosto de remédio”, gaba-se Vitor, que, assim como o pai, passou o dia todo dando entrevistas para meios de comunicação de todo o Brasil.

Veja também:

Bala Juquinha volta e Rio de Janeiro receberá 50 toneladas por mês

Bala Juquinha tem produção suspensa e se despede depois de 64 anos

A nova estampa do mascote Juquinha, desenhada por João Delgado, da empresa IGPL Comunicação e Marketing, também agradou os consumidores. Mais light, o menino lourinho vai passar a aparecer com roupas justas e esportivas. “Legal. Vai passar à criançada uma mensagem de saúde e boa forma”, comentou o auxiliar de escritório Isaias Sampaio Jr., 53.

“Mas eu gostava também da estampa antiga, com o garoto propaganda meio rechonchudinho”, ponderou a design Mariza Cardoso, 45. A bala Juquinha passará a ser fabricada na planta industrial de uma empresa do ramo em Araras, no interior de São Paulo, e não mais em Santo André, também naquele estado.

Interesse foi despertado por acaso

Antônio Tanque, que é síndico geral do Mercadão de Madureira, revelou ontem que o interesse, há três meses, pela compra da fábrica da Juquinha se deu por acaso: “Estava num bar, quando uma senhora entrou e perguntou se tinha bala Juquinha. Ao saber que a goma não estava mais sendo fabricada, a consumidora entrou em pânico, quase chorou. Percebi então a importância da marca.”

O empresário buscou saber porque a bala estava em falta no mercado e descobriu que Giulio Sofio estava vendendo o empreendimento: “Fui contra toda a minha família. Me baseei somente na comoção nacional que o caso alcançou. Espero agora dar novamente alegria a todos”. Antônio vai começar a produzir 50 toneladas por mês só para o Rio e quer chegar novamente a 600 toneladas até o fim do ano.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.