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Tony Volpon, do BC, fez a declaração em evento que reúne ministros da Fazenda das 30 maiores economias mundiais

Preços altos preocupam governo que não tem conseguido trazer a inflação para o centro da meta
Tânia Rego/Agência Brasil - 8.10.2014
Preços altos preocupam governo que não tem conseguido trazer a inflação para o centro da meta

O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tony Volpon, disse nesta sexta-feira (12) acreditar que a inflação fique no centro da meta, 4,5%, estabelecida pela instituição para 2016.

"Estamos com confiança total que conseguiremos fazer isso [fazer inflação convergir com a meta]", disse, ao comentar a previsão do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em ata na quinta-feira (11), pelo Banco Central, de que a inflação deve permanecer elevada, este ano, com perspectiva de convergência para o centro da meta ao final de 2016.

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De acordo com Volpon, as análises do Copom foram influenciadas pela divulgação do IPCA, indice que registra a inflação oficial. O IPCA de maio foi 0,74% , taxa superior a observada em abril (0,71%) e em maio do ano passado (0,46%). A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%

Volpon acrescentou: "Se o Banco central tivesse definido uma meta para 2017 ou 2018 seria uma data tão [distante], que não iria influenciar o comportamento dos agentes econômicos nem do Banco Central hoje. Esse horizonte tem que ser definido de maneira que ele influencie expectativas hoje. Tem que ser longo para ser crível, mas curto para influenciar o comportamento das pessoas agora".

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice que mede a inflação oficial (IPCA/IBGE) atingiu 8,47%, acima do registrado no mesmo período imediatamente anterior, quando registrou alta de 8,17%. Nessa a taxa é maior desde dezembro de 2003, quando variou 9,3%.

Mesmo com as recentes alta da taxa básica de juros, a Selic, (com a sexta elevação no fim de maio, para 13,75% ao ano) a política monetária do governo não tem conseguido conter a alta dos preços em um cenário de desaceleração da atividade. A meta do governo é de manter a inflação em 4,5%, com teto de 6,5%, mas o período oficial avaliado é de janeiro a dezembro. A taxa básica de juros alta, como está agora, é utilizada como instrumento inibidor do consumo, o que, em tese reduziria os preços.

O diretor do Banco Central participa de evento The Group of Thirty (G30), com ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e líderes financeiros do mundo todo, em hotel no Rio de Janeiro.

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