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Levy disse durante lançamento do Programa de Investimentos em Logística que novos investimentos poderão ser incluídos nas estratégias do governo para retomar o crescimento do país

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira (9), durante o lançamento do Programa de Investimentos em Logística, que novos investimentos poderão ser incluídos nas estratégias do governo para retomar o crescimento do país. Ele destacou que a iniciativa ajuda o setor produtivo a ter expectativa de investimentos e é um choque “positivo na produtividade”.

“Temos uma carteira forte [de investimentos], olhando 20 anos à frente. Vêm de manifestação clara de interesse e demanda do setor privado, mas rapidamente trazem retorno e são reflexos muito significativos. Há uma demanda por melhores estradas e pelo crescimento dos aeroportos. Todos esses investimentos têm uma grande demanda. Os governadores dizem que é preciso para melhorar o setor regional”, enfatizou.

Levy destacou que o programa prevê uma nova estrutura de financiamento de longo prazo, incluindo o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro da Fazenda, no entanto, deixou claro que o banco, como instituição dinâmica, vai se adaptar e se modernizar para financiar o setor produtivo.

Levy diz que BNDES terá papel relevante no financiamento da expansão da infraestrutura no País
Valter Campanato/Agência Brasil
Levy diz que BNDES terá papel relevante no financiamento da expansão da infraestrutura no País

“A instituição está focada no papel de parceria e atuação com o setor privado, em criar essa arquitetura com o setor privado e com o mercado nacional e internacional. Rodovia, por exemplo, é um estímulo para o mercado de capitais com a emissão de debêntures”, disse ele.

No programa, o BNDES continuará a ter papel relevante no financiamento da expansão de infraestrura. A participação dos bancos e do mercado de capitais será ampliada, com a emissão de debêntures de infraestura para maior acesso ao financiamento público com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Os operadores deverão aportar capital próprio, com o desenvolvimento de mecanismo de gestão e mitigação de riscos.

O ministro ressaltou que, a partir de agora, o investidor tem de entrar com o seu próprio capital ou usar os investimentos tradicionais. Citando o setor de rodovias, ele disse que a experiência mostrou que nas concessões no setor de transportes, com a emissão de debêntures, não houve estresse dos investidores. “O novo mercado está preparado para isso. Nesse mecanismo, no caso do investimento tradicional, estará o crédito com a Taxa de Juros de Longo Prazo, mas vamos aplicar estratégia de trazer novas fontes de financiamento para novos projetos.”

No caso dos portos, Levy disse que, se não houver acesso ao mercado de capitais, o BNDES estará presente. Ele lembrou que, no caso dos aeroportos, a taxa de retorno tem sido muito significativa, com a emissão também de debêntures, com sucesso no mercado doméstico, mas com interesse do mercado internacional, que tem aumentado.

Para as ferrovias, Levy disse que cada “caso é um caso” e que deverá ser avaliado individualmente e dependerá da natureza do negócio.

“A nossa estratégia é muita clara, com uma carteira específica para cada setor. Estamos desenvolvendo mecanismos claros de risco para o investidor. Boa parte da redução passa pela redução do risco regulatório. Vamos continuar trabalhando para que o risco total do projeto se reduza. É fundamental que tenhamos mais estabilidade macroeconômica e microeconômica para permitir que os investidores se sintam seguros”, afirmou o ministro.

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