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Com o resultado de abril, o total da indústria encontra-se 12,3% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013

A produção industrial nacional recuou 1,2% em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Esse é terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando de fevereiro a abril perda de 3,2%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Goeografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com abril de 2014, houve queda de 7,6% neste ano, décima quarta taxa negativa consecutiva e mais acentuada do que a observada no mês anterior (-3,4%).

No ano (de janeiro a abril), o setor industrial acumulou queda de 6,3%. Já o acumulado nos últimos 12 meses (-4,8%) teve o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2009 (-7,1%) e manteve trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

Na análise do IBGE, o setor industrial mostra um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só no terceiro resultado negativo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, mas também no perfil disseminado de taxas negativas nesse mês, já que todas as grandes categorias econômicas e a maior parte das atividades apontaram redução na produção.

"Vale destacar que, com o resultado de abril de 2015, o total da indústria encontra-se 12,3% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013", informa o IBGE.

Ainda na série com ajuste sazonal, permanecem os sinais de menor intensidade da atividade industrial, evidenciados na evolução do índice de média móvel trimestral, que prossegue com a trajetória descendente iniciada em outubro do ano passado.

Comparação de abril com março de 2015

A redução de 1,2% da atividade industrial na passagem de março para abril se dissemina por todas as quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 24 ramos pesquisados.

Entre os setores, as principais influências foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,5%) e perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-3,3%), com o primeiro registrando o sétimo mês seguido de recuo na produção e acumulando no período perda de 21,9%; e o segundo acentuando a intensidade de queda do mês anterior (-0,9%).

Por outro lado, entre os cinco ramos que ampliaram a produção no mês, os desempenhos de maior importância foram de indústrias extrativas e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com avanço de 1,5%.

Na comparação anual, tombo chega a 7,6% em relação a abril de 2014

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 7,6% em abril de 2015, com resultados negativos alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 66 dos 79 grupos e 69,7% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 23,2%, exerceu a maior influência negativa sobre indústria, pressionada pela redução na produção de automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, autopeças, reboques e semirreboques e carrocerias para caminhões e ônibus.

Outras contribuições negativas com impacto relevante vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-32,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-23,5%), máquinas e equipamentos (-11,8%), de metalurgia (-9,8%), bebidas (-13,1%), produtos de borracha e de material plástico (-8,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-13,0%), produtos de metal (-8,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,1%) e outros equipamentos de transporte (-13,9%).

Por outro lado, entre as três atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (11,1%), impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e em bruto e óleos brutos de petróleo.


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