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Desemprego de 6,4% é o maior para o mês desde 2011, diz IBGE

O desemprego no Brasil subiu pelo quarto mês consecutivo e atingiu 6,4% em abril, o maior índice para o mês desde 2011, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (21).

Na comparação com abril de 2014, a taxa ficou 1,5 ponto percentual maior (passou de 4,9% para 6,4%).

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A PME é realizada em apenas seis regiões metropolitanas: de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O IBGE tem uma pesquisa mais abrangente, a PNAD contínua, que faz o levantamento do nível de desemprego nacional. Nesse segundo levantamento, o desemprego é maior: 7,9% no primeiro trimestre de 2015.

carteira de trabalho
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
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Nível da ocupação fica estável em 52,2%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 52,2% em abril de 2015 para o total das seis regiões investigadas, não variando frente a março último. No confronto com abril de 2014, esse indicador caiu 0,8 ponto percentual.

Regionalmente, na comparação mensal, não se observou nenhuma variação significativa. No confronto com abril de 2014 houve queda em duas regiões: Belo Horizonte e Rio de Janeiro (1,8 e 1,1 ponto percentual, respectivamente).

Na comparação anual, rendimento real caiu em todas as regiões

Regionalmente, frente a março, o rendimento caiu em Recife (-4,9%); Rio de Janeiro (-1,4%); Salvador (-1,0%) e Belo Horizonte (-0,5%). Ficou estável em Porto Alegre e subiu 0,6% em São Paulo. Frente a abril de 2014, o rendimento caiu em todas as regiões: Salvador (-5,5%); Belo Horizonte (-4,1%); Recife e Rio de Janeiro (-2,7% em ambas); São Paulo (-2,6%) e Porto Alegre (-1,9%).

Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, a maior queda no rendimento médio real habitualmente recebido, tanto na comparação mensal (-4,0%) quanto na comparação anual (-7,5%), foi na Construção. Em ambas as comparações, houve queda na maior parte dos grupamentos investigados.

População desocupada

A população desocupada (1,6 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a março. Em relação a abril de 2014, o quadro foi de elevação (32,7%, mais 384 mil pessoas). A população ocupada foi estimada em 22,8 milhões para o conjunto das seis regiões, refletindo estabilidade nas análises mensal e anual.

A análise mensal mostrou que a taxa de desocupação não variou frente a março em nenhuma das regiões. Na comparação com abril de 2014, a taxa em Salvador passou de 9,1% para 11,3%; em Belo Horizonte de 3,6% para 5,5%; em Porto Alegre de 3,2% para 5,0%; no Rio de 3,5% para 5,2%; em Recife de 6,3% para 7,8% e em São Paulo de 5,2% para 6,3%.

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