Tamanho do texto

Taxa demonstra aceleração ao passar de 6,8% no mesmo período de 2014; Metodologia da PNAD Contínua, mais ampla, verifica desocupação em todo o País, dados são do IBGE

A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em fevereiro (dezembro, janeiro e fevereiro) de 2015 foi estimada em 7,4% para o Brasil, ficando acima da taxa do mesmo trimestre do ano anterior (6,8%) e superando, também, a do trimestre encerrado em novembro de 2014 (6,5%).

As informações divulgadas nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram coletadas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em fevereiro de 2015 foi calculada a partir das informações coletadas em dezembro, janeiro e fevereiro.

No trimestre encerrado em fevereiro havia 7,4 milhões de pessoas desocupadas. Esta estimativa era 6,5 milhões no trimestre de setembro a novembro de 2014, apontando alta de 950 mil pessoas (14,7%) nesse contingente.

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 92,3 milhões. No confronto com o trimestre de setembro a novembro (2014) houve redução de 401 mil pessoas (-0,4%) neste contingente.

Já o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.817) ficou acima (1,1%) do valor registrado no trimestre encerrado em fevereiro do ano anterior (R$ 1.798) e acima (1,3%) do estimado para o trimestre encerrado em novembro de 2014 (R$ 1.793).

A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em fevereiro (R$ 162 bilhões) ficou acima (2,2%) do valor registrado no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 159 bilhões) e também acima (0,7%) do trimestre encerrado em novembro de 2014 (R$ 161 bilhões).

Entenda a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é realizada por meio de uma amostra de domicílios, extraída de uma amostra mestra, de forma a garantir a representatividade dos resultados para os diversos níveis geográficos definidos. A cada trimestre, a pesquisa investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em aproximadamente 16 mil setores censitários, distribuídos em cerca de 3,5 mil municípios. Ela contempla maior número de municípios, de setores censitários e de domicílios investigados em relação à PNAD, que, em 2012, pesquisou 147.203 domicílios em 9.116 setores censitários, distribuídos em 1,1 mil municípios brasileiros. Segundo o IBGE, a pesquisa mais ampla e contínua "permite, portanto, um ganho considerável na precisão das estimativas, especialmente nas áreas rurais".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.