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Mais da metade do índice ficou na conta da energia elétrica, cujo aumento médio foi de 22,08%; meta de inflação do governo é de 6,5% em 2015 e vale para janeiro a dezembro

Aumento da tarifa de energia elétrica foi o que mais pesou na inflação de março
Thinkstock/Getty Images
Aumento da tarifa de energia elétrica foi o que mais pesou na inflação de março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março apresentou variação de 1,32%, ficando 0,10 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (1,22%).

Este é o maior índice mensal desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, além de ser a taxa mais elevada para os meses de março desde 1995 (1,55%). Com isto, a inflação acumulada no ano de 2015 ficou em 3,83%, a maior taxa para um primeiro trimestre desde 2003, quando a alta foi de 5,13%. Nos últimos doze meses, o índice foi para 8,13%, o mais elevado desde dezembro de 2003 (9,30%). A meta de inflação do governo é de 6,5% em 2015 e vale para os 12 meses acumulados de janeiro a dezembro.

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Mais da metade do índice de março ficou na conta da energia elétrica, cujo aumento médio foi de 22,08%. Assim, os gastos com Habitação, onde se encontra o item energia, registraram o maior aumento: 5,29%. Nele sobressaem, ainda, o aumento de 1,25% no item mão de obra para pequenos reparos e de 0,96% no condomínio.

As despesas com Alimentação e Bebidas subiram 1,17%. Nos alimentos, que ficaram 3,50% mais caros neste ano e 8,19% nos últimos doze meses, foram registrados aumentos expressivos em alguns itens, especialmente na cebola (15,10%) e nos ovos (12,75%). 

Gasolina subiu e passagem aérea diminuiu

Dentre os demais grupos, cabe destacar a alta da gasolina, do grupo dos Transportes (0,46%), cujos preços se elevaram em 1,26%, ainda refletindo uma parte do aumento nas alíquotas do PIS/COFINS que entrou em vigor em primeiro de fevereiro. Ainda nos Transportes, sobressai a alta de 0,85% no item ônibus urbano. Neste ano, as tarifas de ônibus urbanos estão, em média, 11,91% mais caras, e ainda não foram reajustadas em quatro das 13 regiões pesquisadas.

Do lado das quedas, os destaques ficaram com os itens passagens aéreas (-15,45%) e telefone fixo (-4,13%). Neste, a queda se deve à redução média de 22% nas tarifas de telefonia fixa para móvel, vigente a partir de 24 de fevereiro.

Quanto aos índices regionais, o maior foi o de Porto Alegre (1,81%). A pressão veio da energia elétrica (27,21%) e ônibus urbano (7,97%). Os menores índices foram os de Recife (0,56%) e Belém (0,58%). Em Recife, o item energia elétrica (0,65%) apresentou o menor resultado em relação às demais regiões. Em Belém, os alimentos consumidos em casa ficaram 0,17% mais caros, bem abaixo da média nacional (1,17%). 



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